A Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18) em nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas a Daniel Vorcaro e o Banco Master. A ação atinge diretamente um líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ampliando o escopo das investigações sobre desvios financeiros que envolvem a instituição bancária e figuras do alto escalão político.
As buscas ocorrem em endereços ligados ao líder governista, cujo nome não foi divulgado oficialmente, mas que, segundo fontes da PF, teria atuado como intermediário em negociações suspeitas entre o Banco Master e órgãos públicos. A operação, que já havia sido deflagrada em fases anteriores, agora mira a conexão entre o poder público e o setor privado, em um contexto de suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes contratuais.
Detalhes da operação
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal e abrangem alvos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. A PF investiga se Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, utilizou sua influência para obter vantagens indevidas em contratos com o governo federal, com a suposta participação de assessores próximos ao Palácio do Planalto. Documentos e dispositivos eletrônicos foram apreendidos para análise pericial.
O Banco Master é alvo de investigações desde 2024, quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu processo por suspeitas de manipulação de mercado. Agora, a PF aprofunda as apurações sobre possíveis desvios de recursos públicos, com indícios de que o líder do governo Lula teria recebido vantagens para facilitar operações financeiras irregulares.
Panorama político
A operação ocorre em um momento de tensão no cenário político nacional, com o governo Lula enfrentando pressão de setores da oposição e da sociedade civil por maior transparência nas relações entre o Executivo e o sistema financeiro. A investigação da PF, que já resultou em prisões preventivas em fases anteriores, agora atinge diretamente o núcleo de articulação política do Planalto, gerando reações imediatas de partidos da base aliada e da oposição.
O Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas fontes internas indicam que o governo acompanha com preocupação o desenrolar das investigações. A oposição, por sua vez, já pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as conexões entre o Banco Master e o governo federal. O Ministério Público Federal (MPF) também acompanha o caso, que pode resultar em novas denúncias criminais.
Os valores envolvidos nas operações suspeitas ainda não foram divulgados oficialmente, mas estimativas preliminares apontam para cifras na casa dos milhões de reais, com impacto direto em programas sociais e de infraestrutura. A PF deve divulgar um balanço detalhado das apreensões e das provas coletadas nos próximos dias.
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