Operação Compliance Zero: PF mira senador Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em nova fase que investiga esquema bilionário

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga a participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras, com foco em um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master. Entre os alvos desta fase estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Congresso, e o banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno.

Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços ligados aos alvos no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. Além disso, agentes federais cumprem medidas cautelares, como proibição de contato entre os investigados, suspensão de passaportes e monitoramento eletrônico. Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Contexto da investigação

A Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master. A operação já teve oito fases anteriores, que resultaram em buscas, apreensões e prisões em diversos estados. O caso ganhou repercussão nacional por envolver figuras políticas de alto escalão e grandes instituições financeiras.

O senador Jaques Wagner, líder do governo no Congresso, é um dos principais alvos desta fase. Ele já foi governador da Bahia e ministro de Estado, e sua atuação no Senado tem sido marcada por articulações em torno de pautas econômicas e políticas. Já o banqueiro Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno, é conhecido por sua atuação no setor financeiro e já foi sócio de Daniel Vorcaro, outro empresário investigado em fases anteriores da operação.

Impacto político e econômico

A operação ocorre em um momento de tensão política no país, com o governo federal enfrentando desafios na aprovação de pautas no Congresso. A investigação atinge diretamente o líder do governo no Senado, o que pode gerar instabilidade nas negociações legislativas. Além disso, o caso envolve o sistema financeiro, com potenciais impactos na confiança dos investidores e na regulação do setor.

O ministro André Mendonça, do STF, é o relator do caso e tem autorizado as medidas cautelares, incluindo a suspensão de passaportes e o monitoramento eletrônico dos investigados. A PF segue com as investigações para apurar a extensão do esquema e identificar outros envolvidos.

Esta reportagem está em atualização.

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