Um novo documentário sobre a vida e a morte da deputada federal Ceci Cunha promete mexer com a memória política de Alagoas. A produção, que acaba de ser divulgada pelo Jornal Extra de Alagoas, mergulha na trajetória da primeira mulher eleita para a Câmara dos Deputados pelo estado, assassinada a tiros em 1998 dentro de casa, ao lado do marido e da sogra.
O material revisita os bastidores do crime que chocou o país e expõe as lacunas de um caso marcado por reviravoltas judiciais. Ceci, que foi médica e vereadora antes de chegar a Brasília, construiu uma carreira pautada pela defesa da saúde pública e dos direitos das mulheres — um legado que o documentário busca preservar diante do apagamento histórico.
A produção também levanta questionamentos sobre a violência política de gênero, tema que voltou ao centro do debate em Alagoas após episódios recentes de ataques a lideranças femininas. O documentário chega em um momento em que o estado ainda tenta digerir a escalada de agressões contra mulheres na política.
Espera-se que o material seja exibido em escolas e universidades, além de alimentar discussões na Assembleia Legislativa sobre a criação de mecanismos de proteção a candidatas. A memória de Ceci Cunha, 26 anos depois, segue como um alerta e um símbolo de resistência.
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