Golpe de R$ 500 milhões: investidor preso em Goiás após sumir com dinheiro de mil vítimas no interior de SP

O investidor Lucas Nery, suspeito de comandar um esquema de pirâmide financeira que causou prejuízo de R$ 500 milhões a aproximadamente mil vítimas em Porto Ferreira (SP), foi preso na segunda-feira (29) em Goiânia (GO). O caso, que ganhou repercussão nacional, envolve a promessa de lucros vantajosos por meio da compra antecipada de créditos trabalhistas e valores a receber da Justiça. Lucas Nery estava foragido desde abril, após realizar uma festa luxuosa com bebidas caras e ostentação. O pai dele, o advogado Jorge Nery, já estava preso sob suspeita de dar credibilidade aos negócios fraudulentos.

O esquema funcionava como uma pirâmide financeira que atraía investidores com a promessa de retornos elevados. Segundo a advogada das vítimas, Thais Costa, o negócio consistia na compra de créditos trabalhistas e de valores que pessoas tinham a receber da Justiça, mediante pagamento antecipado de valores menores. “Ele tinha acesso a alguns trabalhadores, alguns créditos que as pessoas tinham direito, tinham dinheiro para receber da Justiça, por exemplo. E aí é possível a compra de créditos trabalhistas em que a pessoa paga um valor menor e a pessoa que seria beneficiada desse valor aceita receber um valor menor para receber antecipadamente”, explicou Thais Costa.

As vítimas começaram a desconfiar quando os pagamentos prometidos atrasaram. Na data combinada para os repasses, Lucas Nery não efetuou os pagamentos e desapareceu. Uma das vítimas relatou ter perdido mais de R$ 300 mil após investir o capital da própria empresa. A investigação aponta que o prejuízo total pode chegar a R$ 500 milhões, afetando cerca de mil pessoas, a maioria da região de Porto Ferreira.

Panorama político e jurídico

O caso ocorre em um contexto de aumento de fraudes financeiras no Brasil, especialmente aquelas que utilizam a promessa de lucros fáceis para atrair investidores. A prisão de Lucas Nery e de seu pai, Jorge Nery, reforça a atuação das autoridades no combate a esquemas de pirâmide, que muitas vezes se aproveitam da vulnerabilidade de pessoas em busca de renda extra. A defesa de Lucas Nery afirma que a Constituição assegura sua presunção de inocência e que apresentará a versão integral do cliente e os documentos necessários ao longo do processo.

O caso também levanta questões sobre a regulação do mercado de créditos trabalhistas e judiciais, que ainda carece de mecanismos de fiscalização mais rigorosos. A Polícia Civil de São Paulo continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os valores desviados.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *