A Receita Federal deposita nesta terça-feira (30) o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. São R$ 16 bilhões destinados a 9.585.797 contribuintes, entre o segundo lote da declaração de 2026 e restituições residuais de anos anteriores. O pagamento ocorre em meio a um cenário fiscal apertado, com o déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio elevando a dívida pública ao maior patamar em cinco anos.
O montante recorde reflete o aumento no número de declarações e a correção da tabela do IR, mas também levanta questionamentos sobre a eficiência da máquina pública. Enquanto o governo injeta bilhões na economia via restituição, o Ministério da Fazenda revelou R$ 340 bilhões em desonerações tributárias, o que acende alerta sobre o equilíbrio das contas públicas.
A expectativa é que o dinheiro aqueça o consumo imediato, mas especialistas apontam que o efeito pode ser diluído diante da alta da inflação e dos juros. Para os próximos lotes, a Receita promete agilizar o processamento, mas a crise fiscal pode atrasar novos pagamentos.
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