Sobe para 2.645 o número de mortos após terremotos na Venezuela; crise humanitária se agrava

O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.645, conforme balanço oficial divulgado pelas autoridades locais. Além das vítimas fatais, o levantamento aponta mais de 12 mil feridos e cerca de 15 mil desabrigados, em meio a uma crise humanitária que se agrava a cada hora. Os tremores, que já haviam sido registrados em atualizações anteriores — quando o total de mortos era de 2.595 —, deixaram um rastro de destruição em diversas regiões do país, sobrecarregando o sistema de saúde e expondo a fragilidade da infraestrutura local.

O novo balanço, atualizado pelo governo venezuelano, confirma o aumento expressivo no número de óbitos e feridos, enquanto equipes de resgate ainda trabalham nos escombros em busca de sobreviventes. A tragédia, que já havia levado o governo a decretar luto de sete dias após as mortes ultrapassarem 2 mil, agora coloca o país diante de um cenário de colapso sanitário, conforme alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que teme a propagação de epidemias entre os desabrigados.

Impacto humanitário e resposta internacional

Com mais de 26 mil pessoas diretamente afetadas — entre mortos, feridos e desabrigados —, a crise humanitária na Venezuela se intensifica. Hospitais improvisados e abrigos temporários enfrentam escassez de recursos básicos, como água potável, alimentos e medicamentos. A OMS já havia alertado para o risco de colapso sanitário e epidemias, especialmente em áreas onde o acesso a serviços de saúde já era precário antes dos terremotos. Organizações internacionais, como a Cruz Vermelha, mobilizam equipes para prestar assistência, mas a logística é dificultada pela extensão dos danos e pela instabilidade política no país.

O panorama político geral agrava a situação: a Venezuela enfrenta uma crise econômica e social prolongada, com inflação descontrolada e escassez de insumos básicos, o que limita a capacidade de resposta do governo. Enquanto isso, a comunidade internacional observa com preocupação, e países vizinhos, como Brasil e Colômbia, oferecem ajuda humanitária, mas as negociações diplomáticas são lentas. A tragédia expõe não apenas a vulnerabilidade sísmica da região, mas também a fragilidade das instituições venezuelanas em lidar com desastres de grande escala.

Para mais informações, acompanhe as atualizações no Republica do Povo.

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