Mãe de Flávio Bolsonaro é suplente de ex-prefeito alvo da PF em esquema de R$ 7,6 bilhões

A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro, foi anunciada como primeira suplente na chapa ao Senado de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e um dos principais alvos da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (7). A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis, envolvendo agentes públicos e privados.

Canella, que renunciou à prefeitura em abril de 2026 para disputar uma vaga no Legislativo Federal, firmou o acordo para a indicação de Rogéria em fevereiro de 2026, durante uma reunião conduzida por seu filho Flávio, principal apoiador da campanha. Além do ex-prefeito, o ex-secretário Marcus Amim também é alvo da operação, que aponta conivência de agentes públicos em movimentações financeiras bilionárias ilícitas.

Aliança política e repercussão no cenário nacional

A aliança entre Canella e o clã Bolsonaro consolidou-se após o rompimento do ex-prefeito com seu antigo aliado, Waguinho, atual prefeito de Belford Roxo, nas eleições de 2022. Rogéria Bolsonaro, que também é mãe de Carlos e Eduardo Bolsonaro, exerceu dois mandatos como vereadora no Rio entre 1993 e 2000 e está filiada ao PL desde 2022. Sua presença na chapa reforça o alinhamento do ex-prefeito com o grupo bolsonarista, mas fontes ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro, que é presidenciável, já manifestam preocupação com a repercussão negativa da operação da PF sobre a imagem do senador e seus aliados.

O caso ocorre em meio a um cenário político tenso, com investigações da Polícia Federal atingindo figuras de diferentes espectros partidários. Enquanto o governo Lula concentra R$ 3,2 bilhões em emendas para aliados no Senado, ampliando o abismo em relação ao PL de Bolsonaro, a direita alagoana une forças em alianças estratégicas para o Senado. A operação contra Canella também ecoa a crise gerada pela operação policial contra a produtora de um filme sobre Bolsonaro em São Paulo, evidenciando o uso do aparato judicial como arma política.

A 6ª fase da Operação Unha e Carne, que mira Canella e Amim, levanta questionamentos sobre a transparência e a legalidade de acordos políticos envolvendo familiares de lideranças nacionais. O TSE, por sua vez, julgará a suspensão de uma pesquisa que aponta queda de Flávio Bolsonaro, decisão que pode impactar regras eleitorais e a dinâmica das campanhas de 2026.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *