O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nessa quinta-feira (9) que aguarda o apoio da ex-primeira-dama e madrasta, Michelle Bolsonaro, durante a corrida pelo Palácio do Planalto. Conforme publicado pela CNN, Flávio declarou que espera que Michelle vista a camisa da campanha. O senador também declarou ter certeza de que a esposa de Jair Bolsonaro concorda com sua pré-candidatura, embora ainda não tenha formalizado o apoio.
A declaração ocorre em um momento de intensa articulação política no campo conservador, com o ex-presidente Jair Bolsonaro ainda sob efeitos do fim da prisão domiciliar e com futuro político dependente de decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O isolamento político de Bolsonaro se aprofunda, e a pré-candidatura de Flávio surge como tentativa de manter a base unida e projetar uma sucessão dentro do clã político.
Panorama político e herança em disputa
Flávio Bolsonaro busca consolidar a herança política do pai, mas enfrenta desafios internos e externos. A ausência de um apoio explícito de Michelle Bolsonaro, que tem se destacado em eventos conservadores e mantém diálogo com setores evangélicos, pode fragilizar a unidade do grupo. Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro pediu ao ex-presidente dos EUA Donald Trump que recue da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, culpando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela crise diplomática entre os países.
A pré-campanha de Flávio também ocorre em meio a investigações e processos judiciais que envolvem a família Bolsonaro, incluindo a suspeita de rachadinhas e a atuação de Jair Bolsonaro em supostas tentativas de desestabilizar o sistema eleitoral. O cenário político, portanto, é de alta tensão, com o bolsonarismo tentando se reorganizar enquanto o governo Lula busca consolidar sua base e aprovar reformas no Congresso.
O apoio de Michelle Bolsonaro, caso se concretize, pode ser um fator de peso para a pré-candidatura de Flávio, especialmente entre o eleitorado feminino e religioso. No entanto, a ex-primeira-dama ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, e sua eventual adesão à campanha do enteado pode gerar novas dinâmicas na corrida presidencial de 2026.
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