Dupla em situação de rua é presa por matar ex-policial militar e arremessar corpo em rio de Santa Catarina

Dois homens em situação de rua foram presos na manhã deste domingo (12) sob suspeita de matar e jogar o corpo do ex-policial militar Dário Cesar Vessel Cardoso, de 58 anos, no Rio Itajaí do Oeste, em Taió, no Vale do Itajaí, Santa Catarina. A vítima estava desaparecida desde 29 de junho e foi localizada no dia 3 de julho, em meio a um cenário de violência que chocou a região.

De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime foi uma discussão entre os suspeitos e a vítima. Ambos os presos, que vivem em situação de rua, confessaram ter agredido Dário, mas alegaram que ele teria se lançado à água para escapar da violência. No entanto, as investigações aprofundadas confirmaram que o ex-PM foi morto por asfixia e que o corpo foi arremessado ao rio para tentar disfarçar a verdadeira causa da morte.

Investigação e contradições

Os policiais ouviram testemunhas que contestaram os álibis apresentados pelos suspeitos, reforçando a tese de homicídio. Com base nas evidências, o pedido de prisão temporária feito pela Polícia Civil foi aceito pela Justiça. O delegado Felipe Martins afirmou que as investigações continuam para detalhar a dinâmica do crime, mas os nomes dos presos não foram divulgados para não comprometer o andamento do caso.

O caso ganhou repercussão no estado, especialmente por envolver um ex-policial militar e a brutalidade do método empregado. A região do Vale do Itajaí, que já enfrenta desafios de segurança pública, vê mais um episódio de violência que expõe vulnerabilidades sociais, como a situação de rua dos suspeitos, que pode ter influenciado o contexto do crime.

Em meio a esse cenário, outras ocorrências recentes em Santa Catarina e no Brasil reforçam a necessidade de políticas públicas integradas. Em Campo Grande, uma dupla invadiu empresa, matou um cão de guarda e incendiou uma caminhonete, sendo presa pela polícia. Já em Rio Largo, suspeitos de execução a mando de traficante do Rio de Janeiro foram detidos. Em São Paulo, uma falha grave em segurança levou à prisão de instrutores após a morte de um jovem em salto de rope jump, evidenciando a fragilidade em atividades de lazer.

A Polícia Civil de Santa Catarina segue empenhada em esclarecer todos os detalhes do assassinato de Dário Cesar Vessel Cardoso, enquanto a sociedade aguarda respostas sobre como a violência e a exclusão social se entrelaçam em tragédias como essa.

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