O policial militar Ricardo Lima Nascimento, segundo sargento da PM de Goiás, foi preso após ser filmado agredindo um adolescente de 16 anos dentro de uma loja de autopeças em Catalão, na região sudeste do estado, mas foi solto na tarde de sexta-feira (17) após pagar fiança, conforme informou o advogado de defesa Everson Rosa. A investigação do caso, no entanto, segue em andamento. A PM afirmou, em nota, que tomou conhecimento do ocorrido e adotou as providências legais, administrativas e disciplinares cabíveis, ressaltando que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes.
O caso aconteceu por volta das 7h30 da última quinta-feira (16), quando o adolescente, que trabalha como jovem aprendiz, estava abrindo a loja. Imagens de câmeras de segurança, obtidas pela TV Anhanguera, mostram a viatura da PM chegando de repente ao local. No vídeo, é possível ouvir o policial ameaçar o jovem: “Por que você estava encarando a polícia? […] Vou te matar aqui agora. Vontade de dar um tiro agora, bem na sua cara. Você tem que morrer”. Em seguida, o PM dá tapas no rosto do adolescente, que responde: “Eu não te encarei, eu só vim trabalhar, senhor! O que é isso?”. O policial também arremessa uma cadeira contra o jovem.
Ameaças e agressões
Durante a abordagem, Ricardo Lima Nascimento derruba o adolescente no chão e questiona se ele faz parte de alguma facção criminosa. Nesse momento, ele ameaça o jovem de morte: “Você tem que morrer! […] Se você olhar para mim de novo, na sua vida, eu vou te matar. Você vai assinar sua sentença de morte”. O policial ainda ordena que o adolescente saia da cidade: “Se eu te achar de novo, eu arrebento a sua cara”, grita, enquanto aponta a arma para o jovem, que permanece deitado no chão.
Após as agressões, o adolescente ficou deitado no chão da loja e foi socorrido por uma colega de trabalho, que chegou por volta das 8h, segundo apuração da TV Anhanguera. Ele teve diversos ferimentos no rosto. A mãe do jovem, em entrevista, disse estar revoltada e que nem conseguiu ver o vídeo todo. O adolescente afirmou que ficou “desesperado” quando o PM apontou a arma para ele: “Achei que ia morrer”.
O caso gerou ampla repercussão na região e reacendeu o debate sobre a conduta de agentes de segurança pública e a necessidade de apuração rigorosa de abusos. A PM, em nota, reiterou que não compactua com desvios de conduta e que as medidas cabíveis estão sendo tomadas. A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.
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