Zema mantém indefinição sobre vice até prazo final e critica ‘política suja’ em meio a negociações de alianças

O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (20) que a definição do candidato a vice em sua chapa será feita até a data limite, dentro do período das convenções partidárias, com prazo final previsto pela Justiça Eleitoral em 5 de agosto. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Tupi, no primeiro dia do calendário de convenções, etapa em que partidos oficializam as candidaturas, definem os vices e aprovam alianças para a eleição de outubro. Após esse prazo, os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral.

Segundo Zema, as negociações com outras legendas ainda estão em andamento. “Na minha reeleição em 2022 ao governo de Minas nós fizemos aliança com nove partidos. Nesse momento, nós estamos conversando, mas não temos nada decidido. Mas até a data limite, que é dia 5 de agosto, esse nome estará definido”, disse Zema. O pré-candidato acrescentou que pretende escolher um nome sem pendências na Justiça. “O que nós queremos é alguém ficha limpa. O brasileiro está cansado de ver essa política suja aí. Eu costumo dizer que é Brasília no luxo e o resto do Brasil no lixo”, avaliou.

A indefinição ocorre dois dias depois de Zema afirmar publicamente que gostaria de ter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como candidata a vice. Michelle descartou a possibilidade nas redes sociais ao afirmar: “Essa proposta não pode [nem] sequer ser cogitada”.

Propostas econômicas e reformas

Na área econômica, Zema comentou sobre suas ideias. O candidato disse que, se eleito, pretende iniciar o governo com uma reforma administrativa para reduzir despesas públicas, seguida por corte de impostos, redução dos juros, nova reforma da Previdência e mudanças nos programas sociais. “Eu quero é que o brasileiro viva melhor e a coisa que eu vou fazer em primeiro lugar é uma reforma administrativa, para reduzir o custo do Estado. Logo depois, cortar imposto.” Sobre a Previdência, afirmou que novas mudanças serão necessárias. “O brasileiro ta vivendo mais e vai ter que trabalhar alguns meses a mais. Não tem como fugir disso.”

O pré-candidato também defendeu alterações no Bolsa Família e propôs um incentivo financeiro para beneficiários que conseguirem emprego formal. “Eu quero dar R$ 5 mil para cada um que sair do Bolsa Família e for para a Carteira de Trabalho. Hoje tem incentivo para entrar e não para poder sair”, declarou Zema.

O cenário político nacional acompanha com atenção as articulações para a chapa presidencial, especialmente após a recusa de Michelle Bolsonaro e a indefinição sobre alianças. A declaração de Zema sobre a “política suja” e a necessidade de um vice “ficha limpa” reflete o tom de campanha que o pré-candidato pretende adotar, mirando o desgaste da classe política tradicional. Enquanto isso, a corrida eleitoral de 2026 avança com as convenções partidárias em andamento e o prazo de 5 de agosto como data limite para a definição das chapas majoritárias.

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