Motociclista embriagado vira réu por morte de jovem em acidente no Dia das Mães em Juiz de Fora

O motociclista de 23 anos envolvido no acidente que matou Maria Eduarda Almeida no Dia das Mães, em Juiz de Fora, virou réu e passou a responder por homicídio simples na Justiça. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ao g1 nesta terça-feira (28). O caso, que chocou a cidade, expõe a gravidade da combinação entre álcool e direção, além da falta de habilitação e da fuga do local sem prestar socorro.

Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), Wellington Gonçalves da Silva Júnior apresentava nível de álcool 16,6 vezes acima do permitido quando atingiu a motocicleta pilotada pela jovem, de 21 anos, que levava a mãe, de 62 anos, na garupa. A batida aconteceu no dia 10 de maio, na avenida Presidente Juscelino Kubitschek (JK), no bairro Francisco Bernardino. Com o impacto, Maria Eduarda foi arremessada contra um poste e morreu no local. A mãe foi socorrida com dores no quadril e escoriações na mão, levada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) e liberada no mesmo dia.

Ação penal é aberta e prisão preventiva mantida

Com a denúncia aceita pela Justiça, o processo criminal começou oficialmente. A juíza Joyce Souza de Paula avaliou que havia elementos suficientes para dar continuidade ao caso. A magistrada também negou o pedido de revogação da prisão preventiva e determinou o envio de informações sobre um habeas corpus ao TJMG. Wellington Gonçalves segue preso.

Ainda conforme o registro da Polícia Militar (PM), o motociclista fugiu sem prestar socorro, mas foi localizado pela polícia. Ele admitiu ter consumido bebida alcoólica antes de pilotar e também confessou não ter carteira de habilitação. A fuga e a falta de documentos agravam a situação jurídica do réu, que agora enfrenta um processo por homicídio simples.

Defesa contesta prisão preventiva e pede responsabilização proporcional

Em nota, os advogados do réu, Maria Eduarda Vizani Nunes e Paulo Virgílio Vizani Nunes, afirmaram que consideram desnecessária a prisão preventiva. Eles também disseram que não buscam impunidade, mas uma responsabilização conforme a medida da culpa. A defesa reforça que o jovem tem histórico criminal irretocável, emprego fixo e vida proba, e que a configuração do dolo eventual será debatida durante a fase de produção probatória.

O caso ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança no trânsito em Juiz de Fora e região. Acidentes envolvendo motoristas embriagados e motociclistas sem habilitação têm sido frequentes, como registrado em outras tragédias recentes, como a morte de um ciclista em Arapiraca e a investigação de homicídio em Minas Gerais. A sociedade cobra respostas mais rápidas e punições exemplares para coibir a reincidência.

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