Polícia Civil confirma que fragmentos queimados são de celular de suspeito da morte de jovem em MG; defesa nega homicídio

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que os fragmentos queimados encontrados durante as investigações da morte de Joice Batiston, em Varginha (MG), pertencem a um aparelho celular de Richard Ferreira Tristão, suspeito do crime. O telefone era de propriedade do investigado, que está preso temporariamente desde o dia 25 de junho. A confirmação foi feita após análise pericial dos resquícios localizados no local do crime, reforçando as evidências contra o motociclista que realizava corridas por aplicativo.

Nesta semana, a defesa de Richard protocolou na Justiça um pedido de revogação da prisão temporária. Em nota, o advogado Marcio Berti afirma que o investigado nega ter cometido homicídio e mantém a versão apresentada durante o interrogatório. Segundo a defesa, Joice teria caído da garupa da motocicleta durante a corrida por aplicativo e ficado desacordada. Richard afirma que deixou o local para buscar ajuda e, ao retornar, a jovem já não estava mais ali. O advogado sustenta ainda que não havia qualquer motivação para um crime, já que os dois não se conheciam, e diz que ele não sabe o que teria provocado a queda da passageira.

As investigações apontam, no entanto, que Richard não acionou o socorro nem se apresentou às autoridades após o ocorrido. No primeiro depoimento prestado à Polícia Civil, ele optou por permanecer em silêncio. O caso gerou comoção na cidade de Varginha e protestos cobrando justiça, com manifestantes exigindo respostas sobre a morte da jovem.

De acordo com a Polícia Civil, o laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi um traumatismo craniano provocado por ferimentos compatíveis com uma possível queda. A corporação informou que o investigado poderá responder por homicídio, omissão de socorro e fuga do local do acidente, além de outros crimes que ainda estão sendo apurados. A investigação segue em andamento, com novas diligências sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

O caso de Joice Batiston, que havia solicitado uma corrida de moto por aplicativo para encontrar uma amiga e assistir ao jogo da Seleção Brasileira, mas nunca chegou ao destino, expõe fragilidades na segurança de serviços de transporte por aplicativo. A morte da jovem, encontrada gravemente ferida às margens da Avenida Perimetral, em Varginha, no dia 19 de junho, e que morreu em decorrência dos ferimentos, reacende o debate sobre a responsabilidade das plataformas e a necessidade de maior fiscalização. A sociedade aguarda o desfecho das investigações e a eventual responsabilização criminal do suspeito.

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