O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira que o governo federal descarta alterar a PEC que propõe o fim da jornada 6×1. A declaração foi dada após encontro com representantes de centrais sindicais, em Brasília, que pressionam por uma transição mais curta e por mudanças no texto em tramitação no Senado.
Segundo Padilha, não há espaço para discutir aumentos no período de transição, e o governo quer a votação imediata da proposta. Ele também negou que tenha havido compromisso firmado entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, durante jantar recente, como chegou a ser especulado.
A declaração ocorre em meio a um impasse no Senado, onde a PEC enfrenta resistência de setores empresariais e de parte da base governista. As centrais sindicais, por sua vez, defendem a redução da jornada sem flexibilizações que possam precarizar o trabalho.
O governo, no entanto, sinaliza que não pretende ceder às pressões por mudanças no texto. A expectativa é que a proposta seja pautada nas próximas semanas, mas o clima entre os senadores ainda é de cautela. O governo descarta alterar a PEC e pressiona o Senado por votação imediata.
Enquanto isso, Alcolumbre recebe centrais sindicais e governo em meio ao impasse, tentando construir um consenso mínimo para destravar a votação. A próxima movimentação deve ocorrer na semana que vem, quando o relator apresentará seu parecer.
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