A Polícia Federal concluiu o segundo inquérito sobre o esquema de desvio de aposentadorias e indiciou mais seis pessoas, entre elas o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que chefiou o órgão durante a gestão do governo Lula. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
As investigações apontam para um esquema de desvio de benefícios previdenciários que teria ocorrido durante a gestão de Stefanutto à frente do INSS. O ex-presidente do órgão é um dos principais alvos do inquérito, que agora segue para análise da Justiça.
Entenda o caso
Este é o segundo inquérito relacionado ao esquema de desvios de aposentadorias. No primeiro, a PF já havia indiciado outras pessoas. Agora, com a conclusão do segundo inquérito, o número total de indiciados chega a 16, conforme noticiado anteriormente pelo portal República do Povo.
As investigações tiveram início após denúncias de irregularidades na concessão e manutenção de benefícios. A PF identificou um esquema que envolvia servidores públicos e intermediários, que atuavam para desviar valores de aposentadorias e pensões.
Panorama político
O caso ganha repercussão em um momento de intenso debate sobre a Previdência Social no Brasil. O indiciamento de um ex-presidente do INSS, órgão responsável pela gestão dos benefícios, levanta questionamentos sobre a fiscalização e a transparência no sistema previdenciário.
Em paralelo, a PF também reabriu inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por postagens que associam Lula a ditador, e indiciou 16 pessoas pela queda da Voepass em Vinhedo. A escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro também reforça a ofensiva para colar o escândalo do INSS a Lula e a seu filho, Lulinha.
O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, ainda não se manifestou publicamente sobre o indiciamento. A defesa dele não foi localizada para comentar o caso. A PF não divulgou detalhes sobre as acusações específicas contra cada indiciado.
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