O número de mortos após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia subiu para 287, segundo balanço oficial divulgado neste domingo. O tremor, que devastou várias cidades, deixou ainda centenas de feridos e desabrigados, enquanto equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes entre os escombros.
Diante da catástrofe, o presidente colombiano anunciou um pacote de reconstrução inspirado no ‘Plano Marshall’, o programa americano que reconstruiu a Europa após a Segunda Guerra. A proposta prevê investimentos massivos em infraestrutura, habitação e apoio às regiões mais atingidas, mas já enfrenta críticas sobre a capacidade de execução e os prazos.
Enquanto isso, a confusão e o caos tomam conta de cidades como Bogotá e Medellín, com relatos de saques e falta de suprimentos básicos. O governo tenta coordenar a ajuda, mas a logística em áreas isoladas complica o atendimento às vítimas.
A estimativa de perdas econômicas já ultrapassa US$ 1 bilhão, e órgãos internacionais alertam que o número de mortos pode aumentar. A tragédia colombiana ocorre em meio a uma série de abalos na região, incluindo os terremotos na Venezuela, que deixaram mais de 4,8 mil mortos e agravam a crise humanitária no continente.
O próximo passo do governo colombiano é apresentar o plano de reconstrução ao Congresso e buscar apoio internacional. A expectativa é que a ajuda externa chegue nos próximos dias, mas a população cobra agilidade e transparência na aplicação dos recursos.
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