Um novo projeto de lei em tramitação em Alagoas propõe ampliar a proteção a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na fase adulta e na terceira idade, garantindo direitos e políticas públicas específicas para esse público. A iniciativa, que tramita na Assembleia Legislativa do Estado, busca preencher uma lacuna nas políticas existentes, que historicamente têm foco na infância e adolescência, e assegurar dignidade e qualidade de vida para autistas ao longo de toda a sua vida.
O projeto, cujo texto original foi divulgado pelo Jornal Extra de Alagoas, prevê a criação de mecanismos de proteção e inclusão para autistas adultos e idosos, incluindo ações nas áreas de saúde, educação, assistência social e capacitação profissional. A proposta também estabelece diretrizes para a promoção da autonomia, o combate à discriminação e o apoio às famílias, além de incentivar a criação de centros de referência especializados no atendimento a esse público.
Panorama e impacto social
A medida chega em um momento em que o Brasil discute a necessidade de políticas públicas mais abrangentes para o TEA, especialmente diante do aumento do diagnóstico em adultos e do envelhecimento da população. Especialistas apontam que a falta de suporte adequado nessa fase da vida pode levar ao isolamento social, ao agravamento de condições de saúde mental e à dependência total de cuidadores, sobrecarregando as famílias e o sistema público.
Em Alagoas, a proposta se soma a outras iniciativas recentes voltadas à inclusão e à proteção de grupos vulneráveis, como o projeto que propõe banir anúncios de apostas online (bets) em espaços públicos e a parceria do Ministério Público estadual com a Assembleia para ampliar direitos de minorias. Essas ações indicam uma tendência de fortalecimento do arcabouço legal e de políticas públicas no estado, com foco em populações historicamente marginalizadas.
Se aprovado, o projeto poderá servir de modelo para outras unidades da federação, ao estabelecer um marco legal específico para autistas adultos e idosos, algo ainda raro no país. A expectativa é de que a proposta seja debatida em audiências públicas com a participação de especialistas, famílias e representantes de organizações da sociedade civil, antes de ir a votação no plenário.
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