Alagoas chega às eleições de 2026 com 108 candidatos registrados ao cargo de deputado federal, dos quais sete dos nove atuais ocupantes da bancada buscam a reeleição. A taxa de recandidatura no estado, de aproximadamente 77,8%, fica abaixo da média nacional, conforme levantamento divulgado pelo portal Frances News. Dois nomes abrem mão da disputa: Arthur Lira, que migra para o Senado, e Alfredo Gaspar, que disputa a vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
O cenário reflete um movimento de renovação parcial na representação federal alagoana, ainda que a maioria dos parlamentares busque a permanência. A lista de candidatos inclui tanto políticos com mandato quanto novatos, em um pleito que promete acirrada disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
Panorama das candidaturas e desistências
Dos nove deputados federais que compõem a bancada atual de Alagoas, sete tentarão novo mandato. A exceção fica por conta de Arthur Lira, que optou por concorrer ao Senado, e Alfredo Gaspar, que aceitou integrar a chapa majoritária encabeçada por Flávio Bolsonaro como candidato a vice-governador. A decisão de ambos reduz a taxa de recandidatura do estado, que ainda assim permanece elevada em termos absolutos.
O levantamento do Frances News destaca que a média nacional de deputados federais que buscam reeleição é superior à observada em Alagoas. Esse dado pode indicar uma tendência de renovação mais forte no estado, embora a maioria dos atuais ocupantes de mandato tenha optado pela permanência.
Impacto político e perspectivas
A movimentação de Arthur Lira para o Senado altera a dinâmica da política alagoana, abrindo espaço para novos nomes na disputa proporcional. Já a entrada de Alfredo Gaspar na chapa de Flávio Bolsonaro reforça a aliança estadual em torno do projeto bolsonarista, que busca ampliar sua influência no estado.
Com 108 candidatos concorrendo a oito vagas (considerando o atual tamanho da bancada), a disputa promete ser uma das mais concorridas da história recente de Alagoas. A lista inclui representantes de diversos espectros políticos, o que deve polarizar o eleitorado e exigir estratégias robustas de campanha.
O cenário também reflete a reconfiguração política em curso no estado, com movimentações partidárias e alianças que podem influenciar o resultado final. A decisão de JHC, pré-candidato ao governo de Alagoas, de romper com o grupo de Arthur Lira e fortalecer o PSDB com adesões estratégicas, é um dos fatores que podem impactar a disputa proporcional, conforme noticiado pelo Republica do Povo.
Além disso, a janela partidária recente gerou crise entre União Brasil e PL, o que pode alterar a distribuição de forças nas candidaturas. Esses movimentos, somados à lista de gestores com contas rejeitadas enviada pelo TCU à Justiça Eleitoral, podem barrar candidaturas e mudar o cenário até o registro definitivo.
O Tribunal de Contas da União (TCU) já enviou à Justiça Eleitoral a lista de gestores com contas rejeitadas, o que pode impedir a candidatura de alguns postulantes, incluindo possíveis deputados federais. Esse fator adiciona incerteza ao processo, que segue em aberto até o julgamento dos registros.
Com a proximidade do pleito, a tendência é que o número de candidatos ainda possa sofrer alterações, mas o cenário atual já desenha uma eleição competitiva e com potencial de renovação parcial na bancada alagoana.
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