Alagoas registrou mais de 8 mil casos e 705 mortes por hepatites virais entre 2000 e 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira (4). Os números reforçam o impacto de uma doença que costuma avançar sem sintomas, comprometendo o fígado de forma silenciosa.
A infecção pode evoluir para cirrose, câncer hepático e, em quadros graves, exigir transplante. Especialistas alertam que a falta de diagnóstico precoce é um dos principais fatores para o agravamento dos casos, já que muitos pacientes descobrem a doença tardiamente.
O cenário acende um alerta para as políticas públicas de saúde no estado, que precisam ampliar testagem e tratamento. A prevenção, com vacinação e cuidados básicos, segue como a principal arma contra a disseminação do vírus.
Com a proximidade do Julho Amarelo, campanha nacional de combate às hepatites, a expectativa é que a Secretaria de Estado da Saúde intensifique ações de conscientização e mutirões de testes. A sociedade cobra respostas rápidas para frear uma epidemia que já dura mais de duas décadas.
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