Os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro definem, na tarde desta quinta-feira (26), quem será o novo presidente da Alerj para assumir imediatamente o comando do Palácio Guanabara devido ao vácuo de poder no Executivo estadual.
O anúncio do pleito foi feito por Guilherme Delarori, que conduz a Casa interinamente, consolidando a necessidade de uma eleição indireta para o governo após as recentes turbulências jurídicas que atingiram a chapa eleita em 2022.
A vacância ocorre porque o Tribunal Superior Eleitoral impôs a inelegibilidade de Cláudio Castro até o ano de 2030, invalidando sua permanência na vida pública após denúncias de abuso de poder político e econômico em sua campanha de reeleição.
Crise sucessória e intervenção judicial
O cenário de instabilidade se agravou com a ausência do vice-governador e o afastamento de Rodrigo Bacellar, presidente licenciado da Alerj, que está preso desde dezembro de 2025 por suspeitas de vazamento de informações sigilosas em operações policiais.
Atualmente, o comando administrativo do estado está sob a responsabilidade de Ricardo Couto, desembargador e presidente do Tribunal de Justiça, que exerce o cargo de governador temporariamente até que o legislativo finalize a votação interna desta tarde.
O escolhido pelos parlamentares terá a missão de gerir o Rio de Janeiro até o pleito de outubro, enquanto a defesa dos políticos condenados busca reverter as sanções impostas pela Corte Eleitoral em instâncias superiores.
