Moradores da Zona Sul de Maceió estão sentindo no bolso o peso das taxas de condomínio, que subiram acima da inflação em bairros como Centro e Jardim Botânico. Diante do aperto, uma inquilina revelou que partiu para a negociação direta com o proprietário: “Negociamos abaixar o valor do aluguel para compensar o condomínio”, disse, referindo-se à taxa mensal de R$ 2 mil que passou a pagar.
A estratégia, que já virou prática entre locatários da região, mostra como o custo fixo das despesas condominiais virou protagonista no orçamento familiar. Com o reajuste, muitos inquilinos se veem obrigados a renegociar contratos ou até repensar a permanência nos imóveis, enquanto proprietários tentam evitar a vacância.
O movimento ocorre em um cenário de pressão inflacionária sobre serviços e manutenção predial, o que eleva os boletos e acende o alerta para a falta de regulação mais rígida sobre os aumentos. Especialistas apontam que a tendência é que mais famílias busquem acordos informais para equilibrar as contas no fim do mês.
Enquanto isso, a discussão sobre o custo da moradia deve ganhar espaço na agenda política local, especialmente com a proximidade das eleições de 2026. A expectativa é que o tema vire pauta de campanha, com promessas de incentivo à habitação e controle de reajustes abusivos.
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