Andrei rebate críticas e afirma que PF age sem ‘viés político’ nem proteção a quem quer que seja

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, saiu em defesa da instituição e negou qualquer ‘viés político’ nas operações da corporação. A declaração foi dada em meio ao aumento da pressão de setores políticos sobre investigações que miram aliados e opositores do governo federal.

Segundo Andrei, a PF atua com ‘estrita obediência à lei’ e cumpre sua missão ‘sem proteger nem perseguir ninguém’. A fala tenta apaziguar o clima de desconfiança que ronda a cúpula da segurança pública, alvo de críticas tanto da base quanto da oposição.

A declaração ecoa em Alagoas, onde o pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC) acompanha de perto o debate sobre o papel da PF no cenário nacional. Nos bastidores, aliados do ex-prefeito de Maceió avaliam que o discurso de neutralidade pode reduzir o desgaste de operações que atingem políticos locais.

O tema também se conecta à defesa de uma ‘linha dura’ contra o crime, como defendeu o deputado federal Renan Santos em entrevista ao g1, ao prometer descumprir decisões monocráticas do STF. A fala de Andrei, no entanto, reforça o limite institucional: a PF não escolhe alvos por conveniência política.

O próximo passo esperado é que a declaração de Andrei seja testada na prática, com novas operações previstas para os próximos meses. No campo político, a expectativa é que o tema vire munição tanto para quem acusa a PF de ativismo quanto para quem defende a autonomia da corporação.

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