A inadimplência do crédito consignado para trabalhadores do setor privado alcançou 10%, segundo dados divulgados nesta semana. O índice acende um alerta para a reforma do programa, realizada em março de 2022, que ampliou o acesso a quem tem vínculo CLT.
O aumento do calote ocorre em meio a um cenário de endividamento crescente no país. Dados recentes mostram que as dívidas com cartão de crédito rotativo dispararam e ultrapassaram R$ 400 bilhões, enquanto o governo federal prepara a liberação de R$ 7 bilhões do FGTS para socorrer milhões de endividados.
Especialistas apontam que a facilitação do crédito, sem um acompanhamento rigoroso da capacidade de pagamento, pode ter contribuído para o avanço da inadimplência. A situação também reacende o debate sobre a necessidade de ajustes no programa, que hoje atende uma parcela significativa da força de trabalho formal.
Enquanto isso, o Judiciário tenta resolver impasses relacionados a consignados de servidores, como o recente caso em Mato Grosso, que desbloqueou repasses a fintechs. A medida, no entanto, não resolve o problema estrutural do endividamento das famílias.
O próximo passo esperado é que o governo federal anuncie medidas para renegociar as dívidas e evitar que a inadimplência continue crescendo. A expectativa é que o tema ganhe destaque na agenda econômica dos próximos meses.
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