O projeto de lei que obriga aplicativos e sites de relacionamento a divulgar avisos didáticos sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) avançou em sua tramitação no Senado. O projeto (PL 1.042/2020) recebeu nesta quarta-feira (15) parecer favorável na Comissão de Ciência e Tecnologia e segue para análise na Comissão de Assuntos Sociais, conforme informou a Agência Senado.
De acordo com a proposta, as plataformas digitais voltadas a encontros e relacionamentos deverão incluir, de forma clara e acessível, informações educativas sobre prevenção, sintomas e tratamento de ISTs. A medida visa ampliar o alcance de campanhas de saúde pública, especialmente entre jovens e adultos que utilizam esses serviços com frequência.
Panorama político e tramitação
O PL 1.042/2020 tramita no Senado desde 2020 e já passou por outras comissões antes de chegar à Comissão de Ciência e Tecnologia. O parecer favorável representa mais um passo para a aprovação da matéria, que agora será analisada pela Comissão de Assuntos Sociais, responsável por avaliar impactos na saúde pública e na proteção ao consumidor.
O avanço do projeto ocorre em um contexto de crescente debate sobre a responsabilidade de plataformas digitais na disseminação de informações de saúde. Nos últimos anos, o Congresso Nacional tem discutido iniciativas semelhantes, como a obrigatoriedade de alertas em redes sociais sobre conteúdos relacionados a saúde mental e fake news sanitárias.
Se aprovado nas comissões, o texto seguirá para votação no plenário do Senado e, posteriormente, para a Câmara dos Deputados. A proposta não especifica punições para o descumprimento, mas estabelece que as informações devem ser atualizadas periodicamente com base em diretrizes do Ministério da Saúde.
A Agência Senado destacou que o projeto tem potencial para alcançar milhões de usuários de aplicativos de relacionamento no Brasil, contribuindo para a redução da incidência de ISTs e para a promoção de uma cultura de prevenção.
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