Apoio de Gigantes da Economia a Leite Aumenta Pressão sobre Kassab na Escolha Presidencial do PSD

Economistas renomados, **Pérsio Arida** e **Armínio Fraga**, declaram apoio a **Eduardo Leite** (PSD) para a presidência em 2026, pressionando **Gilberto Kassab** a definir o candidato do partido em meio à polarização política e à disputa com **Ronaldo Caiado**, buscando uma alternativa de centro para o Brasil.

Em um movimento que promete reconfigurar o tabuleiro político para as eleições presidenciais de 2026, os renomados economistas Pérsio Arida e Armínio Fraga declararam publicamente seu apoio ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), na disputa interna pela indicação do partido à Presidência da República. A manifestação de peso desses influentes nomes do mercado financeiro e da academia eleva significativamente a pressão sobre o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que se vê diante de um complexo dilema para escolher entre Leite e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, até o final de março, em um cenário de busca por uma alternativa à polarização política brasileira.

O Endosso dos Economistas e a Busca pela Terceira Via

A adesão de Pérsio Arida, figura central na concepção do Plano Real, e de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda nos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), confere um lastro de credibilidade e um apelo junto ao eleitorado de centro e ao mercado financeiro para a pré-candidatura de Eduardo Leite. Ambos os economistas, que em 2022 apoiaram a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Jair Bolsonaro (PL), agora convergem na necessidade de construir uma candidatura que escape à polarização entre o lulismo e o bolsonarismo, buscando um caminho intermediário para o país.

Em evento com empresários em Porto Alegre na última quinta-feira, 26 de março, Armínio Fraga foi enfático ao declarar: “Eu não acredito que a situação polarizada que temos hoje vai dar uma resposta [aos problemas do Brasil]. Acredito que, quem pode colocar o Brasil nessa trajetória é o governador Eduardo Leite”. A fala ressalta a percepção de que a atual dicotomia política impede avanços e que uma nova liderança é essencial para o desenvolvimento nacional.

Corroborando a visão, Pérsio Arida, em um encontro em São Paulo no início de março, expressou seu entusiasmo: “Eduardo Leite acabou de lançar o programa para o Brasil dele e já declaro, de partida, ele é o meu candidato. E espero que ele seja o escolhido [no PSD]. (…) Tínhamos [na criação do Plano Real] um presidente extraordinário, um caso raríssimo na política, de um intelectual que pensava o Brasil e era político ao mesmo tempo. Espero que venhamos a ter a aventura de termos um novo presidente com essas mesmas características na figura do Eduardo”. A comparação com Fernando Henrique Cardoso não é trivial, buscando associar Leite a um período de estabilidade econômica e intelectualidade política.

O Dilema de Kassab e as Forças Internas do PSD

A decisão de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, torna-se ainda mais complexa com o peso desses endossos. Kassab havia prometido definir o nome do partido para a corrida presidencial até o fim de março, e a balança pende agora entre duas visões distintas para o futuro da sigla. De um lado, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, detém uma vantagem inicial devido ao forte apoio do agronegócio e de correntes mais conservadoras e ligadas ao bolsonarismo dentro do partido. Sua base eleitoral é sólida e representa uma fatia importante do eleitorado brasileiro.

Por outro lado, Eduardo Leite, com o respaldo de figuras como Arida e Fraga, emerge como o candidato preferido do mercado financeiro e de setores que buscam um perfil mais equilibrado e moderado. Há uma crescente pressão para que o PSD apresente um nome que possa dialogar com o eleitor de centro, que se sente órfão em meio à polarização. Em entrevista à GloboNews na última quarta-feira, 25 de março, o próprio Leite se autodeclarou como o único representante de Centro entre os pré-candidatos do PSD, reforçando essa narrativa.

“O PSD precisa ser, nesta eleição, o centro que está faltando. Com todo respeito ao governador [Ronaldo] Caiado, o que ele busca representar já tem representante na direita”, afirmou Leite ao programa Mais, da GloboNews. Essa declaração não apenas demarca seu território político, mas também sugere que o partido tem a responsabilidade de preencher uma lacuna ideológica no cenário nacional.

Panorama Político e o Futuro do Centro

O cenário político brasileiro para 2026 é marcado pela persistência da polarização entre as forças de esquerda, representadas pelo lulismo, e as de direita, encarnadas pelo bolsonarismo. A busca por uma “terceira via” ou por um candidato de centro que consiga transcender essa divisão tem sido um desafio constante nas últimas eleições. O PSD, com sua capilaridade e representatividade em diversos estados, posiciona-se como um ator crucial nessa equação.

A escolha de Kassab não definirá apenas o futuro do PSD na corrida presidencial, mas também sinalizará a direção que o partido pretende tomar: se buscará consolidar uma base mais à direita, alinhando-se a Caiado, ou se apostará na construção de uma alternativa de centro, com Leite, capaz de atrair um eleitorado mais amplo e insatisfeito com as opções extremas. A decisão, aguardada com grande expectativa, terá reverberações significativas no panorama político nacional, moldando as alianças e as estratégias para a próxima disputa pela cadeira presidencial.

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