Na noite desta quarta-feira (27), um estabelecimento comercial localizado na Rua Manoel Francisco dos Santos, no Centro de Pariconha, no Alto Sertão de Alagoas, foi alvo de um assalto a mão armada praticado por homens armados. O crime foi registrado por volta das 20h, e a guarnição do Grupamento de Polícia Militar (GPM) de Pariconha foi acionada após denúncias de moradores e comerciantes da região, que relataram disparos e movimentação suspeita nas proximidades.
De acordo com informações repassadas pela guarnição do GPM de Pariconha, a equipe chegou ao local minutos após o chamado, mas os criminosos já haviam fugido, levando dinheiro do caixa e pertences de clientes. O valor subtraído não foi divulgado oficialmente, mas fontes locais estimam que o prejuízo ultrapasse os R$ 5 mil. Nenhum ferido foi registrado, mas o clima de tensão tomou conta da área central da cidade, que tem cerca de 10 mil habitantes e depende do comércio local como principal atividade econômica.
Panorama da segurança no Alto Sertão
O assalto em Pariconha ocorre em um contexto de aumento da criminalidade no interior de Alagoas, especialmente no Alto Sertão, onde a falta de efetivo policial e a precariedade de equipamentos de segurança têm sido alvo de críticas por parte de prefeitos e lideranças comunitárias. Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) indicam que, nos primeiros meses de 2025, os roubos a estabelecimentos comerciais cresceram 12% na região, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A situação é agravada pela proximidade com divisas estaduais, que facilitam a rota de fuga de criminosos.
A Prefeitura de Pariconha, em nota, lamentou o ocorrido e cobrou reforço no policiamento, enquanto a Associação Comercial local anunciou que vai solicitar uma audiência com o comando do 4º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Delmiro Gouveia, para discutir medidas emergenciais. O caso foi registrado na Delegacia Regional de Polícia Civil de Delmiro Gouveia, que investiga a identidade dos suspeitos. Até o momento, ninguém foi preso.
O episódio reacende o debate sobre a segurança pública no interior alagoano, onde a ausência de câmeras de monitoramento e a baixa iluminação pública são apontadas como fatores que favorecem a ação de criminosos. Enquanto isso, comerciantes de Pariconha e cidades vizinhas, como Água Branca e Inhapi, organizam grupos de vigilância comunitária, medida que, embora paliativa, reflete a desconfiança na capacidade do Estado de garantir a ordem.
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