Em uma reunião estratégica realizada na sede da Petrobras, em Macaé, o prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar, uniu-se a prefeitos e representantes de outros sete municípios do Norte Fluminense e da Região dos Lagos para alinhar o planejamento regional diante de projeções históricas, tendo em vista que a Bacia de Campos é considerada uma das áreas mais importantes para a produção de petróleo no país. A estatal prevê um investimento que pode ultrapassar os US$ 24 bilhões nos próximos cinco anos na área.
Mais do que acompanhar os números do setor de petróleo e gás, a participação ativa de Rio das Ostras no encontro reflete o compromisso da gestão municipal em antecipar cenários e garantir que o desenvolvimento econômico se traduza em melhorias diretas no dia a dia do cidadão. A reunião, que contou com a presença de técnicos da Petrobras e representantes dos municípios de Campos dos Goytacazes, Macaé, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Quissamã, Carapebus e Casimiro de Abreu, teve como foco a elaboração de um plano conjunto para maximizar os benefícios dos royalties e das participações especiais decorrentes da exploração de petróleo.
De acordo com o prefeito Carlos Augusto Balthazar, Rio das Ostras foca na transformação desses recursos em políticas públicas sólidas voltadas para a geração de empregos, atração de novos negócios, capacitação profissional e infraestrutura urbana. “Estamos falando de investimentos bilionários, de geração de receita, de oportunidades de trabalho e de desenvolvimento para toda a região. Rio das Ostras faz parte desse cenário e precisa acompanhar de perto cada movimento, com responsabilidade e planejamento, para transformar essas oportunidades em benefícios reais para a população”, destacou o prefeito.
Para a administração municipal, o diálogo próximo com a Petrobras e a integração com as cidades vizinhas são fundamentais para otimizar a arrecadação de royalties e participações especiais, convertendo a riqueza mineral em qualidade de vida e diversificação econômica. A reunião também abordou a necessidade de capacitação da mão de obra local para atender às demandas dos novos projetos, evitando que os empregos gerados sejam ocupados por trabalhadores de fora da região.
O encontro ocorre em um momento de retomada dos investimentos na Bacia de Campos, que, apesar de madura, ainda responde por cerca de 60% da produção nacional de petróleo. A projeção de US$ 24 bilhões inclui recursos para a revitalização de plataformas, perfuração de novos poços e modernização de sistemas de escoamento, o que deve prolongar a vida útil da bacia por mais décadas. Para os municípios, isso representa a chance de consolidar uma base econômica mais sólida e menos dependente das flutuações do mercado internacional.
O prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, também presente, ressaltou a importância da união dos gestores para pressionar a estatal e o governo federal por contrapartidas sociais. “Não podemos permitir que o dinheiro do petróleo se perca em burocracia ou seja desviado de seu propósito. Precisamos de transparência e de projetos que realmente mudem a vida das pessoas”, afirmou. Já o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, destacou que a cidade-sede da reunião já viveu o auge do boom do petróleo e agora busca um desenvolvimento mais planejado e sustentável.
A reunião terminou com a definição de um cronograma de encontros trimestrais entre os municípios e a Petrobras, além da criação de um grupo técnico para monitorar a execução dos investimentos e sugerir ajustes nas políticas locais. Para Carlos Augusto Balthazar, o resultado imediato é a certeza de que Rio das Ostras está no caminho certo: “Não estamos apenas esperando o dinheiro cair no caixa. Estamos nos preparando para usá-lo da melhor forma possível, com planejamento e responsabilidade.”
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