Um bebê de dois meses morreu após ser espancado, e o pai foi preso como principal suspeito do crime, em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro. A Polícia Civil investiga o caso como tortura com morte, e aponta que o suspeito possui histórico criminal. A Justiça analisará o pedido de prisão temporária, enquanto a sociedade cobra medidas mais duras contra a violência doméstica e infantil.

De acordo com a investigação, a criança foi levada ao hospital local com múltiplas lesões, incluindo fraturas e hematomas, e não resistiu aos ferimentos. O pai, cujo nome não foi divulgado, foi detido em flagrante e encaminhado à delegacia, onde prestou depoimento. A polícia trabalha para esclarecer as circunstâncias do crime e se a mãe ou outros familiares tinham conhecimento dos abusos.

O caso reacende o debate sobre a proteção de crianças em situação de vulnerabilidade no Brasil. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2023, mais de 35 mil crianças de 0 a 4 anos foram vítimas de violência física no país, com a maioria dos agressores sendo parentes próximos. Em Campos, a taxa de homicídios infantis supera a média estadual, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).

A prisão do suspeito ocorre em meio a um cenário de endurecimento das leis contra a violência doméstica. O projeto de lei 1.234/2024, em tramitação no Congresso Nacional, propõe aumentar a pena para crimes de tortura contra crianças, além de criar um cadastro nacional de agressores. Organizações de direitos humanos, como a Associação Brasileira de Defesa da Infância (ABDI), cobram ações mais efetivas do poder público.

A Justiça de Campos deve decidir nos próximos dias se converte a prisão em flagrante em prisão temporária, enquanto a polícia conclui o inquérito. O Conselho Tutelar local acompanha o caso e oferece apoio psicológico à família da vítima. A sociedade civil organiza protestos em frente ao fórum da cidade, exigindo justiça e medidas preventivas contra a violência infantil.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *