O governo brasileiro anunciou nesta sexta-feira (24) que vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Lei da Reciprocidade para contestar a tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida como ‘completamente arbitrária e injustificada’.
A decisão de Washington, segundo o governo brasileiro, usa o argumento de trabalho forçado como pretexto para uma política protecionista. O Planalto acusa os americanos de ‘manipular’ o tema para sustentar a sobretaxa, que atinge setores como aço, alumínio e calçados.
A reação do Brasil ocorre em meio a um cenário político tenso, com a carta de Flávio Bolsonaro aos EUA gerando desgaste entre aliados e sendo classificada como ‘munição’ para Lula na campanha presidencial. O episódio expõe as divisões internas sobre a relação com os americanos.
O próximo passo do Brasil será formalizar a queixa na OMC e aplicar a Lei da Reciprocidade, que permite retaliações comerciais contra países que impõem barreiras injustificadas. A expectativa é que o caso se arraste por meses, enquanto o governo busca alternativas para minimizar os danos às exportações.
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