
O Brasil caminha para extinguir a escala 6×1, com votação confirmada em abril de 2026 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, após pesquisa Datafolha mostrar 71% de apoio popular à medida, crescimento expressivo em relação aos 64% registrados em 2024.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu em 10 de março a redução da jornada para 40 horas semanais durante apresentação na CCJ. O governo Lula traçou estratégia para aprovar a reforma antes das eleições de 2026, considerada prioritária pela administração federal.
Duas propostas tramitam simultaneamente: a PEC 221/2023, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O relator Paulo Azi (União-BA) propõe período de transição de até 4 anos para implementação do modelo 5×2.
Estudo do Ministério do Trabalho indica impacto de apenas 4,7% na folha de pagamento das empresas, compensado por ganhos de produtividade. Dados mostram que 66,8% dos vínculos já operam em 5×2, beneficiando 29,7 milhões de trabalhadores atualmente.
A pesquisa revela ainda que 72% das empresas que modernizaram a jornada registraram aumento de receita. Marinho enfatizou: “A escala 6×1 é uma jornada cruel, principalmente para as mulheres”, justificando a urgência da aprovação legislativa.
A votação em abril de 2026 representa ponto crítico na agenda reformista do governo, com potencial para transformar realidade de milhões de trabalhadores brasileiros e consolidar mudança histórica nas relações de trabalho do país.
