Equipes brasileiras iniciaram neste sábado (27) a operação de busca e resgate na Venezuela após o terremoto que atingiu o país, em meio a um cenário de destruição e falta de serviços básicos. Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a missão humanitária integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes, enquanto o número de mortos já ultrapassa 1.430, conforme balanço oficial divulgado anteriormente.
O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local. O Ministério da Integração informou que o primeiro dia de atuação foi dedicado à busca e salvamento de vítimas sob escombros. A operação utiliza sensores de movimento, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores.
Reforços a caminho e situação crítica
O governo brasileiro também prepara o envio de reforços, com uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, além de militares para operar a estrutura e purificadores de água. Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, a situação no local é crítica. “Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo. A cada hora que passa, as chances de encontrar sobreviventes diminuem”, afirmou Braun, destacando a necessidade de coordenação internacional e logística ágil.
O terremoto, que atingiu magnitude 7,3 na escala Richter, devastou cidades inteiras no norte da Venezuela, deixando milhares de desabrigados e um rastro de destruição que comprometeu redes de água, energia e comunicações. A tragédia ocorre em um momento de grave crise política e econômica no país, com escassez de combustível e medicamentos, o que agrava ainda mais a resposta humanitária. A operação brasileira se soma a esforços de outros países, como México, Colômbia e Chile, que também enviaram equipes de resgate e donativos.
No Brasil, a comoção nacional se reflete em campanhas de arrecadação e na mobilização de entidades como a Defesa Civil e as Forças Armadas. O governo federal, por meio do Ministério das Relações Exteriores, mantém contato com autoridades venezuelanas para garantir a segurança e a eficácia das operações. A missão brasileira deve durar pelo menos duas semanas, com possibilidade de prorrogação conforme a evolução dos trabalhos.
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