Morte da vice-presidente da OAB em Goiás levanta suspeitas e mobiliza investigação policial

A vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Goiás, Kátia Mendes Lobo, de 59 anos, foi encontrada morta dentro de sua própria residência na Cidade de Goiás, região central do estado, na manhã desta quinta-feira (26). A Polícia Civil de Goiás foi acionada e agora trabalha para esclarecer as circunstâncias do óbito, que pode ter sido causado por causas naturais ou por indícios de crime. O caso, que já mobiliza a corporação e a comunidade jurídica local, levanta questões sobre a segurança de profissionais do Direito e a atuação das forças de segurança em áreas históricas do estado.

De acordo com informações preliminares da Polícia Civil, o corpo de Kátia Mendes Lobo foi localizado por volta das 9h, após vizinhos notarem a ausência de movimentação na casa e acionarem as autoridades. A residência, localizada em um bairro tranquilo da Cidade de Goiás, não apresentava sinais de arrombamento ou violência aparente, o que inicialmente levanta a hipótese de morte natural. No entanto, a polícia não descarta a possibilidade de crime, e peritos criminais já foram destacados para realizar a análise do local e do corpo. A delegada responsável pelo caso, Ana Paula Martins, afirmou que “todas as linhas de investigação estão abertas” e que o laudo da necropsia, que deve sair em até 30 dias, será crucial para definir o rumo das apurações.

Kátia Mendes Lobo havia se mudado recentemente para a Cidade de Goiás, uma das mais antigas do estado e conhecida por seu patrimônio histórico e cultural. A advogada, que ocupava o cargo de vice-presidente da OAB em Goiás desde 2023, era uma figura respeitada na classe jurídica, com atuação destacada em direitos humanos e na defesa das prerrogativas dos advogados. Sua morte repentina gerou comoção entre colegas e autoridades locais. O presidente da OAB em Goiás, Rafael Alves, emitiu nota oficial lamentando o ocorrido e destacando a “perda irreparável para a advocacia goiana”. A entidade também se colocou à disposição da Polícia Civil para colaborar com as investigações.

O caso ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança de profissionais do Direito no Brasil, especialmente em regiões onde a violência urbana e os conflitos fundiários são mais intensos. Embora a Cidade de Goiás não seja considerada uma área de alto risco, a morte de uma liderança jurídica em circunstâncias misteriosas acende um alerta para a necessidade de maior proteção a advogados e juízes. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que, nos últimos cinco anos, ao menos 12 profissionais do Direito foram assassinados no país em situações ligadas ao exercício da profissão, o que reforça a importância de uma investigação célere e transparente neste caso.

A Polícia Civil de Goiás, por meio de sua assessoria, informou que já está ouvindo testemunhas, incluindo vizinhos e familiares de Kátia Mendes Lobo, para tentar reconstituir os últimos momentos da advogada. A análise de câmeras de segurança da região e de registros telefônicos também está sendo realizada. Enquanto o laudo pericial não fica pronto, a polícia mantém sigilo sobre os detalhes da investigação, mas garante que não poupará esforços para esclarecer o caso. A comunidade jurídica goiana, por sua vez, aguarda ansiosamente por respostas, enquanto presta homenagens à vice-presidente da OAB, cuja trajetória de luta pelos direitos dos advogados e pela justiça social deixa um legado que transcende a tragédia.

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