Brasil promete ajuda contínua à Venezuela após terremotos que mataram mais de 1,94 mil pessoas

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu, nesta terça-feira (30), em Caracas, com a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, e com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo Gonzáles López, para discutir a ajuda brasileira após os sucessivos terremotos que atingiram o país. O encontro ocorreu sete dias após os tremores, que já causaram a morte de mais de 1,94 mil pessoas, segundo autoridades locais, além de danos generalizados em todo o território venezuelano.

“Estamos aqui irmanados neste momento difícil”, disse Monteiro a jornalistas, pouco antes de ser recebido por Delcy Rodríguez, com quem conversou sobre a forma como o Brasil pode ajudar a população e as forças venezuelanas de resgate e assistência. “Evidentemente, a gente sabe que tudo é necessário, mas precisamos organizar esta ajuda a fim de que possamos participar mais”, comentou o ministro.

Panorama da tragédia e resposta internacional

Os terremotos, que incluíram um duplo tremor no dia 24 e réplicas posteriores, devastaram vastas áreas da Venezuela. Dados da Nasa indicam que cerca de 59 mil prédios foram danificados, enquanto a ONU coordena 2 mil socorristas em buscas por sobreviventes. A Força Aérea Brasileira (FAB) já enviou militares e 18 toneladas de medicamentos para o país vizinho, como parte da primeira fase da ajuda emergencial.

Monteiro explicou que a presença de representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades no local indica a intenção brasileira de ajudar a Venezuela também na posterior reconstrução das áreas atingidas. “Temos dois momentos: primeiro é a emergência, de salvar vidas e detectar onde estão os problemas. O segundo é a reconstrução”, destacou o ministro.

Cooperação bilateral e perspectivas futuras

O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizou que a ajuda não será episódica. Monteiro esclareceu que, se necessário, a possibilidade de o Brasil prestar algum tipo de ajuda financeira à Venezuela será analisada pelo presidente. A visita reforça a cooperação entre os dois países em momentos de crise, com foco em ações coordenadas e de longo prazo para mitigar os impactos da tragédia.

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