O governo federal anunciou, por meio de Medida Provisória, uma subvenção de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar para produtores do setor. A medida, que deve ser publicada nos próximos dias, é vista como um alívio para o segmento, que enfrenta custos elevados e preços instáveis no mercado interno. Em Alagoas, estado com forte tradição canavieira, a notícia foi recebida com cautela.
O presidente da Associação dos Produtores de Cana de Alagoas, João Silva, afirmou que o valor é bem-vindo, mas insuficiente para cobrir as perdas acumuladas. “R$ 12 por tonelada é melhor que nada, mas não resolve o problema estrutural do setor. Precisamos de políticas permanentes, não de esmolas temporárias”, ironizou. A subvenção deve beneficiar cerca de 5 mil produtores no estado, que respondem por 40% da produção nacional.
A MP também está inserida em um pacote mais amplo do governo federal, que inclui subsídios para combustíveis e diesel importado, como forma de conter a inflação e a crise energética. Em Alagoas, a expectativa é que a medida ajude a segurar os preços do etanol e da gasolina, mas especialistas alertam que o impacto pode ser limitado sem ações complementares.
O próximo passo, segundo fontes do setor, é pressionar o Congresso Nacional para transformar a MP em lei e ampliar o valor da subvenção. Enquanto isso, produtores alagoanos seguem na corda bamba, entre a esperança de um alívio e a realidade de um mercado cada vez mais desafiador.
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