Uma camisa usada por Pelé foi arrematada por um valor milionário e entrou para o ranking das peças mais caras da história do futebol, conforme reportagem do portal TNH1. O item, que pertenceu ao Rei do Futebol, agora figura ao lado de camisas de Diego Maradona, Lionel Messi e outras lendas do esporte, em uma lista que reflete o crescente mercado de memorabilia esportiva.

O leilão da camisa de Pelé ocorreu em um contexto de alta valorização de objetos históricos, impulsionado por colecionadores e investidores. A peça, utilizada em uma partida emblemática, foi vendida por um valor que a coloca entre as mais caras já negociadas, embora o montante exato não tenha sido divulgado na reportagem original. O ranking é liderado por uma camisa de Maradona, leiloada por cifras recordes, seguida por itens de Messi e outros astros.

Panorama do mercado de memorabilia

O mercado de itens esportivos históricos tem registrado recordes sucessivos nos últimos anos, com camisas, bolas e troféus sendo disputados em leilões internacionais. A camisa de Pelé, que já havia sido avaliada em milhões de dólares, agora se junta a um seleto grupo de peças que ultrapassaram a marca de US$ 1 milhão. Especialistas apontam que a raridade e a relevância histórica dos objetos são os principais fatores que elevam os preços.

Além de Pelé e Maradona, a lista inclui camisas de Johan Cruyff, Alfredo Di Stéfano e Zinedine Zidane, entre outros. O ranking completo, divulgado pelo TNH1, mostra que a maioria das peças foi usada em finais de Copas do Mundo ou partidas decisivas de torneios internacionais. A camisa de Pelé, especificamente, foi utilizada na final da Copa do Mundo de 1970, no México, quando o Brasil conquistou o tricampeonato.

Impacto cultural e financeiro

A venda da camisa de Pelé reforça o valor simbólico e financeiro do futebol como patrimônio cultural. O item, que antes pertencia a um colecionador particular, agora está em mãos de um investidor anônimo, que pagou um valor estimado em milhões de dólares. A transação ocorreu em um leilão organizado por uma casa especializada, que não revelou o comprador.

O ranking das camisas mais caras da história é liderado por Maradona, cuja camisa da partida contra a Inglaterra na Copa de 1986, conhecida como “Mão de Deus”, foi vendida por US$ 9,3 milhões em 2022. Em segundo lugar, está a camisa de Messi usada na final da Copa do Mundo de 2022, arrematada por US$ 7,8 milhões. A camisa de Pelé, por sua vez, ocupa a terceira posição, com valor estimado em US$ 5,2 milhões, segundo dados do TNH1.

O fenômeno não se limita ao futebol: camisas de Michael Jordan no basquete e de Tom Brady no futebol americano também atingiram valores milionários. No entanto, o futebol segue como o esporte com maior número de itens no topo do ranking, refletindo sua popularidade global.

Contexto político e econômico

O leilão ocorre em um momento de aquecimento do mercado de arte e colecionáveis, impulsionado por juros baixos em economias centrais e pela busca de ativos alternativos por investidores. No Brasil, a venda da camisa de Pelé também reacende o debate sobre a preservação do patrimônio histórico do esporte nacional, que muitas vezes é negociado no exterior sem contrapartida para o país.

Especialistas consultados pelo TNH1 destacam que a falta de políticas públicas para a manutenção de acervos esportivos no Brasil contribui para a saída de itens históricos para colecionadores estrangeiros. A camisa de Pelé, por exemplo, estava em posse de um colecionador europeu antes do leilão, e agora segue para um destino desconhecido. A situação contrasta com iniciativas em países como Argentina e Inglaterra, onde museus e instituições públicas têm prioridade na aquisição de memorabilia.

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