A China decidiu ampliar a pressão comercial sobre os Estados Unidos ao entrar nas consultas da Organização Mundial do Comércio (OMC) relacionadas ao tarifaço imposto a produtos brasileiros. Pequim justifica a participação com o argumento de que as restrições tarifárias também afetam diretamente itens chineses, o que torna o caso de interesse global.
A movimentação ocorre em meio à escalada da disputa comercial iniciada por Washington, que já gerou crise diplomática e mobilizou o governo Lula em busca de alternativas. Enquanto isso, o setor produtivo dos dois países propõe uma nova rodada de negociação para evitar a aplicação de tarifas de 25%, conforme noticiado em matérias anteriores.
Especialistas apontam que a entrada da China no contencioso pode endurecer o tom das negociações, mas também abre espaço para que o Brasil busque apoio multilateral. A avaliação é que a pressão conjunta pode forçar os EUA a recuar ou, no mínimo, a sentar à mesa com propostas mais flexíveis.
O próximo passo esperado é a definição da estratégia brasileira na OMC, que deve ser anunciada nas próximas semanas. Enquanto isso, o governo Lula enfrenta uma semana decisiva para tentar evitar o tarifaço e proteger a economia nacional, conforme apontam análises recentes. A expectativa é que a aliança com a China, ainda que pontual, sirva de trunfo diplomático em um cenário de incertezas.
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