Confronto entre facções rivais no Rio deixa moradora baleada dentro de supermercado

Um confronto armado entre traficantes dos morros do Andaraí e do Cruz, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em uma moradora baleada na noite de sexta-feira (3). A vítima, Maria Solange Ribeiro de Oliveira, de 56 anos, foi atingida por um tiro na região da clavícula enquanto estava dentro de um supermercado localizado na Rua Maxwell, no bairro do Andaraí. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Federal do Andaraí, onde, segundo a unidade de saúde, a bala atravessou o braço esquerdo da mulher. Apesar do ferimento, ela permaneceu lúcida, está fora de perigo e não corre risco de morte.

Moradores da região relataram que o tiroteio entre criminosos das comunidades do Andaraí e do Cruz foi intenso e se estendeu por boa parte da noite, gerando pânico entre quem estava nas ruas e nos estabelecimentos comerciais próximos. A Polícia Militar informou, em nota, que policiais da UPP Borel ouviram disparos de arma de fogo e reforçaram imediatamente o policiamento na área. De acordo com a corporação, não houve registro de confronto envolvendo equipes da PM, o que indica que o tiroteio foi exclusivamente entre facções criminosas rivais.

Os agentes foram informados posteriormente de que uma vítima baleada havia dado entrada no Hospital Federal do Andaraí. Após contato com o marido da mulher, os policiais apuraram que ela foi atingida quando estava nas proximidades de um estabelecimento comercial na Rua Maxwell. O caso expõe mais uma vez a fragilidade da segurança pública em áreas de conflito entre facções, onde moradores inocentes acabam sendo atingidos por balas perdidas em meio a disputas territoriais.

O confronto entre os morros do Andaraí e do Cruz não é um episódio isolado. A região tem sido palco de disputas constantes entre grupos criminosos que buscam controlar pontos de venda de drogas e rotas de tráfico. A ausência de um policiamento ostensivo e eficaz em comunidades dominadas pelo crime organizado contribui para que esses tiroteios se tornem rotineiros, colocando em risco a vida de centenas de famílias que vivem no entorno. A situação se agrava em um contexto de crise na segurança pública fluminense, onde o Estado enfrenta dificuldades para conter a escalada da violência e garantir a integridade física da população civil.

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