A crise no abastecimento de água que atinge dezenas de municípios alagoanos ganhou novo capítulo nesta semana, com a manifestação pública do pré-candidato ao Senado Federal Davi Davino Filho (Republicanos). Em entrevista ao CM Cast, apresentado pelos jornalistas Carlos Melo e Ricardo Mota, o político classificou a situação como um dos maiores desafios enfrentados atualmente pela população do estado e prometeu lutar no Congresso Nacional para garantir soluções estruturais. A declaração ocorre em meio a um cenário de agravamento da seca e de cobranças por parte de prefeitos e lideranças comunitárias, que denunciam a falta de água potável em regiões inteiras do interior alagoano.
Durante a entrevista, Davi Davino Filho destacou que a crise hídrica não é um problema recente, mas que se intensificou nos últimos anos devido à combinação de estiagens prolongadas, má gestão dos recursos hídricos e falta de investimentos em infraestrutura. Ele afirmou que, se eleito, pretende articular com o governo federal e com a bancada alagoana a liberação de recursos para a construção de adutoras, sistemas de dessalinização e poços artesianos. “Não podemos aceitar que famílias inteiras vivam sem água enquanto o estado possui potencial hídrico. Vou trabalhar incansavelmente para que cada alagoano tenha acesso a esse direito básico”, declarou o pré-candidato.
A entrevista ao CM Cast repercutiu rapidamente entre lideranças políticas e movimentos sociais. O tema da água tem sido central no debate eleitoral em Alagoas, especialmente após a divulgação de relatórios técnicos que apontam que mais de 40 municípios enfrentam racionamento ou interrupções frequentes no abastecimento. A situação é mais crítica no Sertão e no Agreste, onde a seca histórica se soma à falta de manutenção de equipamentos da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal).
Panorama político e cobranças
A promessa de Davi Davino Filho se insere em um contexto de acirramento da disputa pelas duas vagas ao Senado. Outros pré-candidatos, como Renan Calheiros (MDB) e Rodrigo Cunha (Podemos), também têm colocado a crise hídrica como prioridade em suas agendas. Enquanto isso, o governo estadual, sob a gestão de Paulo Dantas (MDB), anunciou recentemente um pacote de obras emergenciais, mas críticos apontam que as medidas são insuficientes diante da gravidade do problema. Organizações da sociedade civil, como o Observatório Social de Alagoas, cobram transparência na aplicação dos recursos e a criação de um plano estadual de segurança hídrica de longo prazo.
Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que a solução para a crise da água em Alagoas passa por uma combinação de investimentos em infraestrutura, modernização da gestão e políticas de convivência com a seca. Dados da Agência Nacional de Águas (ANA) indicam que o estado perde cerca de 40% da água tratada por vazamentos e ligações clandestinas. Para Davi Davino Filho, a atuação no Senado será focada em pressionar por recursos federais e em propor leis que incentivem a eficiência hídrica. “Não é apenas promessa de campanha. É um compromisso de vida com o povo alagoano”, finalizou.
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