Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) realizam, nesta sexta-feira, 26 de junho, uma grande paralisação geral de advertência, com início marcado para as 8h, em frente ao prédio sede da empresa, localizado no Centro de Maceió. A mobilização, que conta com a participação de caravanas de trabalhadores vindos de diversas regiões do estado, visa protestar contra as condições de trabalho, atrasos salariais e a falta de diálogo com a gestão, em um contexto de crise no setor de saneamento básico alagoano.
A paralisação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento de Alagoas (SINTSAL), ocorre após meses de negociações frustradas com a diretoria da CASAL e o governo estadual. Os funcionários denunciam a deterioração das instalações, a falta de equipamentos de proteção individual e a sobrecarga de serviços, agravada pela pandemia de Covid-19. Além disso, há relatos de que os salários de maio ainda não foram integralmente pagos, o que gerou insatisfação generalizada entre os cerca de 1.200 empregados da companhia.
O movimento de protesto também reflete um panorama político mais amplo, marcado por disputas entre o governo de Alagoas, sob a gestão do PSB, e as entidades sindicais, que cobram maior transparência na administração da CASAL. A empresa, responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto em grande parte do estado, enfrenta críticas por sucessivos aumentos nas tarifas e pela lentidão em obras de saneamento. A paralisação de advertência é vista como um sinal de que os trabalhadores estão dispostos a intensificar a pressão caso não haja avanços concretos nas negociações.
Caravanas de trabalhadores de cidades como Arapiraca, Rio Largo e Palmeira dos Índios devem se juntar à concentração na sede da CASAL, em Maceió, reforçando a abrangência do movimento. A expectativa é de que a paralisação dure todo o dia, com assembleias e atos simbólicos, como a entrega de uma pauta de reivindicações à diretoria. A categoria também planeja uma nova mobilização para a próxima semana, caso as demandas não sejam atendidas.
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