A defesa de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, afirmou que parentes de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, têm assediado sua família e cobrado valores referentes a contratos que, segundo os advogados, não envolvem serviços ilícitos. A declaração foi feita em meio à nova fase da operação que investiga fraudes bilionárias no setor financeiro, ampliando a crise que já atinge o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
De acordo com a defesa, as cobranças feitas pelos parentes de Sicário estariam relacionadas a contratos legítimos, e não a pagamentos por crimes, como sugerem as investigações. A acusação de assédio surge em um contexto de pressão sobre a família Vorcaro, que enfrenta uma série de desdobramentos judiciais e operações policiais. Henrique Vorcaro foi preso em maio de 2026, durante a operação que também resultou na captura de um hacker em Dubai, aprofundando a crise que já havia levado à prisão de Daniel Vorcaro em março do mesmo ano.
Panorama Político e Judicial
O caso ganhou contornos políticos após o envolvimento de ex-presidentes do BRB, que foram presos e transferidos para carceragens especiais, em meio a negociações de delação premiada e acusações de propina que somam R$ 146,5 milhões. O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão de Henrique Vorcaro e autorizou a transferência de um ex-presidente do BRB, sinalizando a gravidade das acusações e a complexidade da rede de corrupção que envolve instituições financeiras e agentes públicos.
A operação, que já resultou na prisão de várias figuras-chave, expõe um esquema de fraudes que teria desviado bilhões de reais, com ramificações que incluem a captura de um hacker em Dubai e a saída de advogados de ex-presidentes do BRB, indicando possíveis delações premiadas. A defesa de Henrique Vorcaro nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas e afirma que as cobranças feitas pela família de Sicário são uma tentativa de pressionar a família Vorcaro em um momento de fragilidade.
O cenário político e judicial permanece tenso, com novas revelações surgindo a cada fase da investigação. A crise no setor financeiro, que já abalou a confiança dos investidores e gerou instabilidade no mercado, agora se desdobra em acusações de assédio e pressão familiar, ampliando o escopo do escândalo que desafia a justiça brasileira.
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