
O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) foi destituído de sua autoridade pastoral pela Igreja MAAC (Ministério de Avivamento Apostólico do Caminho) após votar a favor da eleição de Érika Hilton (PSOL-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara em 14 de março de 2026.
O bispo Léo Assis assinou a circular ministerial que remove Otoni de seus cargos espirituais. A denominação considerou o voto contrário aos princípios evangélicos, uma vez que Hilton é uma mulher trans. A sanção proíbe Otoni de assumir púlpitos e ministrar a palavra na instituição religiosa.
O episódio gerou debate sobre os limites entre atuação política e liderança espiritual nas instituições evangélicas. Defensores destacam o direito democrático do deputado de votar conforme suas convicções políticas, enquanto críticos apontam contradições entre posicionamentos públicos e princípios religiosos declarados.
Otoni segue normalmente em seu mandato como deputado federal pelo Rio de Janeiro. Sua atuação legislativa não é afetada pela decisão administrativa da Igreja MAAC. O parlamentar, porém, enfrenta nova tensão com sua base evangélica em momento estratégico.
Contexto Político
O deputado está sendo apontado como coordenador da campanha evangélica de Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026. A desvinculação da Igreja MAAC pode impactar sua capacidade de mobilizar esse eleitorado, tradicionalmente conservador em temas relacionados à diversidade de gênero.
