A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%, o menor índice já registrado para o período na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. O dado foi divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE e representa uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%.
O resultado positivo reflete a recuperação gradual do mercado de trabalho, impulsionada por setores como serviços e comércio. Economistas apontam que a queda do desemprego também é influenciada pelo aumento da informalidade e pela redução da população ocupada em busca de recolocação.
Em Alagoas, os indicadores de emprego acompanham a tendência nacional, mas ainda enfrentam desafios estruturais. O estado, que recentemente comemorou a redução do analfabetismo em quase 30% em 10 anos, busca agora ampliar a geração de vagas formais para sustentar a retomada econômica.
A avaliação do governo federal sobre os números é cautelosa. Enquanto o Planalto celebra o recorde, a oposição lembra que a taxa ainda é alta para padrões históricos e que a qualidade dos postos de trabalho preocupa. Pesquisa recente do Datafolha mostrou estabilidade na avaliação do governo Lula, com 38% considerando a gestão ruim ou péssima.
Para os próximos meses, a expectativa é de que a taxa de desemprego continue em trajetória de queda, mas em ritmo mais lento. O mercado aguarda os efeitos das medidas de estímulo econômico e da safra agrícola sobre a geração de empregos formais.
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