O colombiano que perdeu a mãe, a irmã e a sobrinha na queda de helicóptero na Vista Chinesa, no Rio de Janeiro, fez um desabafo que ecoa a dor de uma tragédia que ceifou três gerações de uma mesma família. “Deveríamos ter ido juntos”, afirmou ele, que acompanha os procedimentos de identificação dos corpos no Instituto Médico Legal (IML) desde o último domingo (9).
A declaração, carregada de luto e revolta, ocorre em meio à cobrança por respostas sobre as circunstâncias do acidente que vitimou também o piloto brasileiro. A família, que veio da Colômbia, busca não apenas os corpos, mas esclarecimentos sobre o que levou à queda da aeronave em uma das áreas mais movimentadas da cidade.
Enquanto as investigações avançam, o colombiano se despede de três mulheres que eram o centro de sua vida. A comoção, no entanto, não se limita ao âmbito pessoal: a tragédia reacende o debate sobre a segurança de voos turísticos no Rio e a necessidade de fiscalização rigorosa.
O próximo passo esperado é a conclusão dos laudos periciais, que devem apontar as causas técnicas do acidente. A família, por sua vez, promete acompanhar cada etapa até que a justiça seja feita, em meio a um luto que mistura saudade e a amarga sensação de que a morte poderia ter sido evitada.
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