A economia verde — conjunto de linhas de negócios de empresas globais listadas em Bolsa que geram receita com soluções climáticas — atingiu um valor de mercado recorde de US$ 10 trilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (21). O marco representa um salto significativo em relação aos anos anteriores, impulsionado pelo crescimento acelerado da receita do setor, que reflete a crescente demanda por tecnologias limpas, energias renováveis e práticas sustentáveis em escala global.
O levantamento, realizado por instituições financeiras e consultorias especializadas, aponta que a receita combinada das empresas classificadas como parte da economia verde cresceu a taxas anuais superiores a 20% nos últimos trimestres. Esse avanço é atribuído a fatores como a aceleração de investimentos em infraestrutura de baixo carbono, políticas públicas de incentivo à descarbonização e a pressão de investidores institucionais por maior transparência ambiental. O valor de mercado recorde de US$ 10 trilhões consolida o setor como um dos pilares da nova economia global, superando segmentos tradicionais como o de combustíveis fósseis em termos de valorização.
Impacto no panorama político e econômico
O crescimento da economia verde ocorre em um contexto de intensos debates políticos sobre mudanças climáticas e transição energética. Governos de países como Estados Unidos, China e membros da União Europeia têm ampliado subsídios e regulamentações para acelerar a adoção de energias renováveis, enquanto nações em desenvolvimento buscam equilibrar crescimento econômico com metas ambientais. No Brasil, o tema ganha relevância com a discussão sobre o potencial de exploração de hidrogênio verde e a expansão de parques eólicos e solares, especialmente no Nordeste. A marca de US$ 10 trilhões reforça a percepção de que a economia verde não é apenas uma tendência, mas uma realidade consolidada, com impactos diretos na geração de empregos, na reconfiguração de cadeias produtivas e na competitividade entre países.
Especialistas ouvidos pelo portal destacam que o recorde reflete também a mudança no comportamento de consumidores e investidores, que passaram a priorizar empresas com compromissos climáticos claros. A Folha de S.Paulo, fonte original da informação, ressalta que o valor de mercado de US$ 10 trilhões foi calculado com base nas ações de companhias que geram pelo menos 50% de sua receita de soluções climáticas, como energia solar, eólica, armazenamento de baterias, veículos elétricos e eficiência energética. O dado, atualizado em 21 de junho de 2026, serve como termômetro para investidores e formuladores de políticas públicas, sinalizando que a transição para uma economia de baixo carbono é irreversível e economicamente viável.
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