Eduardo Bolsonaro pede rompimento total entre PL e Novo após críticas de Zema sobre Flávio e Vorcaro

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) sugeriu neste sábado (13) que sua legenda rompa todas as alianças que mantém com o partido Novo, após uma nova crítica feita pelo pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) sobre a relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master. A declaração acirra ainda mais a tensão entre as duas siglas, que já vinham se distanciando nos últimos meses, e coloca em xeque possíveis acordos eleitorais futuros.

Em suas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que o partido Novo “não é confiável” e que o PL deveria “cortar qualquer tipo de relação” com a legenda de Zema. A fala ocorre após o governador de Minas Gerais, que busca viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto, ter dito que a associação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro “levanta suspeitas graves” e que o caso precisa ser esclarecido. Vorcaro foi preso em uma operação que investiga irregularidades financeiras no Banco Master, instituição que teria ligações com políticos de diferentes partidos.

O episódio expõe a fragilidade das alianças no campo da direita brasileira, que nos últimos anos vinha se consolidando em torno de pautas comuns, mas agora enfrenta rachas públicos. Enquanto o PL busca manter a hegemonia entre os conservadores, o Novo tenta se firmar como uma alternativa liberal, mas sem se associar diretamente a escândalos de corrupção. A crise entre as legendas também reflete a disputa pelo eleitorado de centro-direita, que observa com atenção os desdobramentos do caso Banco Master.

O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre as declarações de Zema, mas aliados próximos afirmam que ele considera as críticas “infundadas” e parte de uma estratégia eleitoral do governador mineiro. Já Daniel Vorcaro, que permanece preso, nega qualquer envolvimento com esquemas ilícitos e alega que as acusações são motivadas por interesses políticos. O Banco Master, em nota, informou que colabora com as investigações e que confia na Justiça para esclarecer os fatos.

O rompimento sugerido por Eduardo Bolsonaro pode ter consequências diretas nas eleições de 2026, já que o PL e o Novo possuem acordos em diversos estados, inclusive em Minas Gerais, onde Zema tenta se reeleger. Analistas políticos apontam que a briga entre as siglas pode beneficiar candidatos de partidos de centro e de esquerda, que vêm tentando capitalizar em cima da crise. Enquanto isso, a base bolsonarista se mobiliza para defender Flávio e atacar Zema, intensificando a polarização no espectro conservador.

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