São Paulo terá seis candidatos na disputa pelo governo do estado nas eleições de 2026, conforme definido nas convenções partidárias realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. A lista, divulgada em primeira mão pelo G1, inclui nomes de diferentes espectros políticos, do PCB à UP, e pode sofrer alterações até a análise definitiva dos registros pela Justiça Eleitoral. Os partidos têm até 15 de agosto, às 19h, para registrar oficialmente as candidaturas. O primeiro turno será em 4 de outubro e, se necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
Os candidatos, em ordem alfabética, são: Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP). A diversidade de chapas reflete um cenário político fragmentado, com candidaturas que vão desde a defesa da reestatização de serviços públicos até a continuidade da gestão atual.
Carlos Machado (PCB): da fábrica à educação popular
Carlos Machado é historiador e educador popular, nascido e criado em Franca, no interior de São Paulo. Filho de um cobrador de ônibus e de uma técnica em enfermagem, começou a trabalhar ainda jovem em fábricas de calçados da cidade e também atuou na construção civil em Ribeirão Preto. Sua trajetória política começou no movimento estudantil, e ele hoje dirige um cursinho popular em Franca. Em 2024, foi candidato a vice-prefeito da cidade pelo PCB. Para 2026, o partido o escolheu para disputar o governo estadual, com propostas que incluem o fortalecimento da educação e da saúde públicas, políticas de geração de emprego e renda e a reestatização de serviços públicos.
Fernando Haddad (PT): ex-ministro e ex-prefeito em busca do Palácio
Fernando Haddad é advogado e professor, com formação em Direito, mestrado em Economia e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Sua carreira na administração pública começou na Prefeitura de São Paulo, na gestão de Marta Suplicy, e inclui passagens como secretário-executivo do Ministério da Educação e como ministro da Educação nos governos Lula e Dilma Rousseff, entre 2005 e 2012. Em 2012, foi eleito prefeito de São Paulo, cargo que ocupou até 2016. Mais recentemente, foi ministro da Fazenda no governo Lula. Sua candidatura representa a tentativa do PT de retomar o governo estadual, com foco em políticas sociais e diálogo com movimentos urbanos.
Tarcísio de Freitas (Republicanos): atual governador busca reeleição
Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, é o candidato do Republicanos à reeleição. Sua gestão tem sido marcada por parcerias com o governo federal e por ações na área de infraestrutura. A candidatura dele é vista como a principal força da direita no estado, com apoio de setores conservadores e do ex-presidente Jair Bolsonaro. A disputa deve polarizar com Haddad, repetindo o cenário nacional.
Outras candidaturas: Izadora Dias (PCO), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP)
Izadora Dias, do PCO, é uma das representantes da extrema-esquerda, com discurso focado na luta de classes e na crítica ao sistema capitalista. Vera Lúcia, do PSTU, é uma ativista histórica, conhecida por sua atuação em movimentos sociais e sindicais, e defende a ruptura com o atual modelo econômico. Vivian Mendes, da UP, também se coloca como alternativa à esquerda, com propostas de transformação social radical. Essas candidaturas, embora com menor exposição, ampliam o leque de opções e podem influenciar o debate em temas como direitos trabalhistas e reforma agrária.
Panorama político e expectativas
A corrida ao governo de São Paulo em 2026 ocorre em um contexto de polarização nacional, com a disputa entre Lula e Bolsonaro ecoando nos estados. A eleição paulista é estratégica para ambos os lados, pois o estado é o maior colégio eleitoral do país. A presença de seis candidatos indica uma disputa fragmentada, mas a tendência é que o segundo turno seja disputado entre Haddad e Tarcísio, caso nenhum alcance a maioria absoluta no primeiro turno. A Justiça Eleitoral ainda precisa validar os registros, e os partidos têm até 15 de agosto para formalizar as candidaturas. O eleitorado paulista, atento às questões de segurança, saúde e educação, deverá acompanhar os debates e as propostas para decidir o futuro do estado.
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