As eleições de 2026 já têm a maior parte das chapas à Presidência da República definida. As convenções partidárias, realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, oficializaram os candidatos e, na maioria dos casos, também anunciaram os nomes para a vice-presidência. O prazo para registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) termina às 19h do dia 15 de agosto, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi oficializado candidato à reeleição pelo PT no dia 2 de agosto. A chapa repete a composição de 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. A aliança petista busca manter a base que venceu o pleito anterior, apostando na continuidade de programas sociais e na retomada econômica.
O senador Flávio Bolsonaro teve a candidatura confirmada pelo PL em 25 de julho, tendo o deputado federal Alfredo Gaspar como vice. O partido optou por disputar a eleição presidencial sem coligação com outras legendas, estratégia que visa consolidar o eleitorado conservador e ampliar o tempo de propaganda eleitoral.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi confirmado pelo PSD em convenção no dia 26 de julho, com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, como vice. A chapa também foi registrada sem coligação presidencial, sinalizando uma candidatura independente com forte apelo no Centro-Oeste.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, teve a candidatura homologada pelo Novo em 27 de julho. Para a vice, o partido anunciou o senador Eduardo Girão, também do Novo. A chapa defende pautas liberais, como redução do Estado e reforma administrativa.
Entre os demais candidatos estão Renan Santos, do Missão, que terá como vice o militar da reserva Aroldo Medina; Leonardo Avalanche (PRTB), com Tenente Dalma; Edmilson Costa (PCB), com Cleusa Santos; Hertz Dias (PSTU), com Vanessa Portugal; Augusto Cury, do Avante, com Julio Delgado; e Samara Martins (UP), que disputa ao lado de Raquel Brício em uma chapa formada exclusivamente por mulheres. O partido Democrata oficializou a candidatura de Wilson Grassi, mas ainda não divulgou o vice.
Panorama político e próximos passos
O cenário eleitoral de 2026 é marcado por uma disputa fragmentada, com candidaturas que vão desde a centro-esquerda até a extrema-direita, passando por legendas menores que buscam espaço no debate nacional. A ausência de coligações presidenciais em várias chapas indica uma tendência de polarização, mas também abre espaço para que candidatos com perfis regionais ganhem projeção.
Mesmo após as convenções, as candidaturas ainda precisam ser registradas oficialmente no TSE até 15 de agosto, às 19h. Depois disso, a Justiça Eleitoral analisará a documentação e verificará se cada candidato cumpre os requisitos legais, como idade mínima, filiação partidária e condições de elegibilidade. O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro, e a expectativa é de uma campanha intensa, com debates e pesquisas apontando cenários variados.
Pesquisas recentes, como as da Genial/Quaest, indicam que Lula lidera cenários de segundo turno contra Flávio Bolsonaro e outros adversários, mas a vantagem pode encolher conforme a campanha avança. Em Pernambuco, por exemplo, o presidente aparece com 55% contra 21% do senador no primeiro turno, segundo o mesmo instituto. Esses números reforçam a importância do Nordeste como palco decisivo na disputa.
Enquanto isso, em São Paulo, o MDB oficializou Felício Ramuth como vice na chapa de Tarcísio à reeleição, movimento que fortalece a aliança centrista no maior colégio eleitoral do país. A oficialização da candidatura de Lula em convenção no Expo Center Norte, com discurso crítico e promessas de uma ‘sétima Copa’, também movimentou o cenário político, mostrando a força do petista na disputa.
Com o prazo de registro se aproximando, a expectativa é que novas definições ocorram nos próximos dias, especialmente no que diz respeito a vices e eventuais ajustes nas chapas. A sociedade acompanha atenta, e a Justiça Eleitoral se prepara para analisar os pedidos com celeridade, garantindo a lisura do processo democrático.
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