O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente a delegação brasileira após a eliminação da seleção na Copa do Mundo de 2026, ocorrida em 5 de julho, quando o Brasil foi derrotado pela Noruega nas oitavas de final. Durante visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, Lula ironizou o fato de que apenas um jogador retornou ao Brasil no voo oficial, enquanto os demais permaneceram no exterior. A fala ocorre em meio a um contexto de pressão sobre o técnico Carlo Ancelotti, que tem contrato até 2030, e de críticas à falta de compromisso dos atletas com o país.
“Mandei um recado para o Ancelotti, técnico da seleção brasileira. Aquela que foi com um monte de gente e voltou ‘sozinho’. Quase não tinha ninguém para voltar no avião da seleção, gente, que vergonha. Só voltou um jogador no avião, o resto ficou tudo pra lá. Se tivesse ganho [o torneio] estava todo mundo dançando aqui”, afirmou o presidente, entre risadas dos presentes. A declaração reflete o descontentamento com o desempenho da equipe, que foi eliminada por uma seleção europeia pela sexta vez consecutiva em confrontos de mata-mata da Copa.
Retorno simbólico e repercussão internacional
Dos 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026, apenas Danilo, jogador do Flamengo, retornou ao Brasil na quarta-feira (8) no voo oficial, acompanhado por integrantes da comissão técnica e funcionários da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A cena chamou a atenção da imprensa internacional, com jornais da Inglaterra, Espanha e Portugal destacando a presença de um único atleta na aeronave. O retorno era opcional, e a maior parte dos jogadores optou por tirar férias no exterior, o que gerou críticas sobre o comprometimento com a seleção.
A eliminação precoce na Copa de 2026 reacendeu o debate sobre a necessidade de renovação no futebol brasileiro. O Brasil foi derrotado pela Noruega em 5 de julho, nas oitavas de final, ampliando a sequência de fracassos contra equipes europeias em fases eliminatórias. A situação contrasta com o histórico de conquistas do país, que não vence um Mundial desde 2002.
Robô como solução e novo ciclo da seleção
Durante o discurso no Instituto Mauá de Tecnologia, Lula comentou sobre um robô desenvolvido por um estudante, que descreveu como “agressivo” e superior a craques como Mbappé, da França, e Haaland, artilheiro da Noruega. “O menino fez um robô agressivo, parecia o Mbappé, parecia o Haaland. O robô joga a bola lá para cima. Eu falei para o Ancelotti, se quiser contratar, contrata esse robô, porque ele vai fazer o Brasil ganhar a Copa do Mundo”, brincou o presidente, em tom de ironia.
O trabalho da seleção brasileira recomeça em breve, com Ancelotti esperado no Rio de Janeiro no início de setembro. O novo ciclo inclui dois amistosos contra a Austrália, nos dias 25 e 29 do mesmo mês, em solo adversário. A expectativa é de que o técnico italiano enfrente desafios para reconstruir a equipe e restaurar a confiança da torcida, após a eliminação precoce e as críticas públicas do presidente.
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