A Polícia Militar, por meio do 41º BPM (Irajá), realizou na manhã desta segunda-feira (13) uma operação no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte do Rio de Janeiro, para reprimir os roubos de cargas e de veículos registrados na região, além de promover a retirada de barricadas. Durante a ação, três ônibus foram usados como barricadas por criminosos, que também atearam fogo em objetos para bloquear vias. A operação impactou diretamente 19 unidades escolares da rede municipal de ensino, conforme informou a Secretaria Municipal de Educação.
De acordo com a Polícia Militar, “durante o ingresso das equipes na comunidade, criminosos utilizaram ônibus para bloquear vias de acesso e atearam fogo em objetos usados como barricadas. De imediato, equipes policiais foram deslocadas para os locais com o objetivo de desobstruir as vias e restabelecer a circulação de veículos na região”. Além da desobstrução, os policiais também atuaram na busca por veículos roubados ou clonados que possam estar sendo utilizados na prática de delitos.
A operação ocorre em um contexto de escalada da violência urbana na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde comunidades como o Complexo da Pedreira enfrentam disputas territoriais entre facções criminosas e milícias. O uso de ônibus como barricada é uma tática recorrente em confrontos, visando dificultar o avanço das forças de segurança e causar transtornos à população civil. A interrupção das aulas em 19 escolas afeta diretamente centenas de alunos e famílias, evidenciando o impacto social de ações criminosas que transformam equipamentos públicos em instrumentos de guerra urbana.
O 41º BPM (Irajá) reforçou que a operação faz parte de um plano estratégico mais amplo de combate à criminalidade na zona norte, que inclui ações integradas com outras unidades e órgãos de segurança. A Secretaria Municipal de Educação não detalhou o número exato de alunos afetados, mas confirmou que as unidades escolares impactadas estão localizadas dentro do perímetro da operação. A população local relata medo e apreensão, enquanto comerciantes e moradores aguardam o restabelecimento da normalidade.
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