O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, saiu em defesa da liberdade de imprensa e manifestou solidariedade ao colega Flávio Dino, em meio ao imbróglio envolvendo o sigilo da fonte jornalística. A declaração ocorre em um momento de tensão interna na Corte, com repercussões diretas no cenário político nacional.
Fachin reforçou que a jurisprudência do STF sobre a proteção ao sigilo da fonte é clara e não admite retrocessos. A fala do ministro é vista como um recado direto ao ministro Alexandre de Moraes, que recentemente abriu inquérito contra um jornalista, gerando críticas de entidades de imprensa e de setores políticos. O caso pode ser levado ao plenário do STF, conforme sinalização do próprio Fachin.
Enquanto isso, o clima no Supremo segue tenso. Declarações recentes de Fachin aprofundaram o racha interno e levantaram dúvidas sobre a liderança da Corte, especialmente em um momento em que o tribunal também reafirma sua independência judicial diante de pressões externas, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
O próximo passo esperado é a definição do rito do caso envolvendo o jornalista, que pode ganhar contornos políticos ainda maiores. A expectativa é de que o plenário do STF seja chamado a se manifestar, o que colocaria a liberdade de imprensa no centro do debate institucional.
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